terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Sonhos adolescentes e a pureza infantil


O tempo passa e o interessante são as marcas que nos deixam os anos de nossa existência. O que nos leva a compreender o tempo atual? Um movimento intenso que as vezes nos tira o sono, a indiferença frente as injustiças que a sociedade neo-capitalista explora com seus sensacionalismos e violências? Bem deixemos de lado esses questionamentos e voltemos ao tempo.
Nossos olhos se voltam à adolescência, no interesse de mudar o rumo das coisas, de alterar a ordem dos tempos e voltarmos a enxergar os nossos pais como figuras heróicas de infância. Não que deixaram de ser, mas, porque o vemos de forma humana e não fantasiosa. Alias, nossa fantasia é diferente: nós é que queremos ser heróis agora! Mudar o mundo, curar as feridas e fazer com que o mundo seja melhor e até diminuir a fome do mundo e cessarem as guerras.
Esses sonhos adolescentes, preocupados com o que está fora de nós, é o que nos impulsiona a caminharmos e não desistirmos de existir nesta fase de incompreensões não só com o mundo, mas, conosco mesmo. Os pais não conseguiram mudar nada, mas, nós conseguiremos! E quando a vida vai nos impulsionando a darmos um resposta sobre o nosso modo de viver e agir profissional? O que responder às interpelações de que seremos quando crescermos? Qual faculdade você fará? Tem que ser de acordo com os sonhos adolescentes ou de acordo com a existência atual, que já não me coloca em relação com o resto do mundo mas apenas comigo?
O que dizer a mim mesmo se os meus sonhos já não são adolescentes. Que massa cresci – ou regredi ao passado dos meus pais que não se importam em mudar o mundo, mas sim a sua própria realidade e não conseguem. Também não conseguirei mudar algo. Ou será que deixei de lado os meus sonhos adolescentes?
Provavelmente se o mundo ainda não se resolveu e continuamos reprisando fatos do cotidiano de forma nova e interessante como o progresso da Ciência que quer brincar de criar seres perfeitos como Hitler a algumas décadas atrás e hoje é condenado por tão grande genocídio humano. Talvez esquecemos realmente dos sonhos adolescentes e matamos esta fase complicada de nossa vida a complicando mais ainda na vida adulta. Esquecendo que não devemos matar o tempo existente em nós como experiências profundas de nossa existência que tende a ser grande e maravilhosa quando ainda mantemos a originalidade de nossas fases, principalmente a da infância, onde todos os adultos eram heróis. O que nos faz compreender o tempo atual se perdemos o tempo passado? Apenas a mão do Criador interferindo novamente na história humana e mostrando que não podemos perder a inocência e a pureza de criança.

Padre Rogério Zenateli
Cerqueira César, 06 de janeiro de 2009. 11h51.

sábado, 3 de janeiro de 2009

As Grandes Qualidades


Os seres humanos são dotados de grandes qualidades. Qualidades estas implicadas em seu comportamento e existência sócio-cultural e religiosa. Por quê cultural e religiosa? Decididamente, o ser humano é um ser capaz de grandes realizações. Isso já é uma qualidade que devemos honrar na humanidade. Hoje em dia a ciência descobriu que pode produzir um ser humano perfeito ou da forma que seus pais quiserem. Porém só na forma física,ou poderia também trabalhar a sua alma? Interessante, mas, teríamos alguma resposta a esse questionamento, talvez daqui a alguns momentos? Dependerá se a banda é larga ou é discada!
Nossa existência é marcada por algo muito grande e superior a nós mesmos. E parece que estamos o alcançando. Aliás é um grande erro achar isso, me perdoem errar nesta altura da reflexão. No entanto, muitos outros erraram anteriormente, alguns a história humana os condenou, apenas para citar um: aquele que queria formar uma raça pura, perfeita. Sim falamos de Adolf Hittler. Falamos acima sobre seres perfeitos que a ciência hoje pode conceber. Lembrando de Hittler e ciência temos diante dos olhos e do pensamento o progresso e o regresso. O progresso de Hittler e o regresso da ciência. Outrora Hittler matava adultos e crianças, atualmente a ciência nem os deixa nascer verdadeiramente.
A ciência manipula o ser e ele nasce como ela determinar, isto quando este luxo lhe é permitido. Quanta sabedoria jogada fora, quando poderíamos realizar grandes coisas e não fantasiar a felicidade de alguns mais sortudos que os pobres do mundo inteiro. Pois é, o homem é repleto de grandes qualidades que não são apenas olhos azuis, escuros, ou demais tons conhecidos que podemos estampar no olhar. Porém, ainda desconheço, a ciência não consegue construir um espermatozóide, por ser natural e por ser natural é mais perfeito que o manipulado por ser origem e não transformado.
O natural é natural e sua essência é sua grande qualidade. No natural estão contidas grandes qualidades e grandes ideais. Ideais que nenhuma tecnologia pode copiar e imprimir no natural humano. O natural é perfeito na sua essência e essa seleção não vem do homem, pois, se viesse, não poderia ser manipulado...E se pode ser manipulado é porque existe uma qualidade superior que no humano não existe nem no natural, é nos dado não por forma física e sim por forma invisível aos olhos mas, sentido no intimo de cada ser humano. A liberdade dada por Deus, origem de toda existência humana e manipulador de nossos destinos. Podemos escolher o destino que quisermos, uma vez porque Deus concede a nós essa liberdade. Mas, Deus sabe que quando optamos por total liberdade inclusive d’Ele mesmo, ficamos escravos de nós mesmos e não seremos verdadeiramente livres devido às paixões humanas que desperdiçam esta liberdade causando em nós e desigualdade uns dos outros. Essa tendência que temos de mostrar que somos diferentes “é tapar o sol com a peneira”. Uma vez que somos iguais em qualidades e imperfeições.
Deus é o grande autor da verdadeira vida e da verdadeira liberdade. Ele é o progresso e a humanidade um regresso quando se distancia de seu olhar e suas mãos que nos guia em meio a escuridão de nossas incertezas e imperfeições quando decidimos explorar o nosso humano, o nosso semelhante, a nossa dignidade. Que a nossa vida seja um constante olhar os olhos de Deus e apertar a sua mão sem largar dela.


02 de janeiro de 2009. Lençóis Paulista. Padre Rogério Zenateli – 01h01