Reflexão Evangelho Mateus 5, 17-20
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| Cristo Crucificado Santuário NSa. Aparecida Aparecida de São Manuel -SP Foto: Pe. Rogério Zenateli |
Jesus Cristo em muitos de seus
discursos e práticas no anuncio do Reino foi incompreendido, tanto pelos seus discípulos
quanto para o restante do povo e autoridades judaicas, políticas e religiosas.
Estamos num contexto do Evangelho
de Mateus (5, 17-20) em que, Jesus é acusado de não cumprir a Lei. A época do
escrito Jerusalém havia sido tomada pelo Império Romano e destruído o Templo, não
havia mais o culto e os rabinos começam a liderar o povo. Estamos no contexto
do Ano 70.
Muitos dos judeus convertidos ao
Cristianismo, chamados no início de judeus-cristãos, estavam na confusão. Quem obedecer,
aos rabinos que lutavam pelo restabelecimento religioso do povo e perseguiam os
cristãos; ou aderiam fielmente à mensagem de Jesus através dos seus Apóstolo e
da nova religião emergente?
Diante disso, Mateus escreve para
poder intensificar o que aprendera do Mestre e o defender às falsas acusações
que estavam sendo manifestas. Jesus não veio abolir a Lei, mas, fazê-la cumprir
profundamente.
Mateus, compreende que, praticar
a Lei como mero preceito não adianta, é preciso ter a real compreensão do que
são os Mandamentos. Se cumprir apenas como ensinavam os mestres da Lei, de nada
serviria a Lei. Para ser cumprida toda a Lei, ela deve estar pautada naquilo
que o Cristo denunciava: de acordo com a vontade de Deus.
O bom judeu deveria cumprir a Lei
na sua integridade, no que estava em suas entrelinhas: com um coração voltado
para Deus e não praticas externas. Com o coração distante do Senhor, apenas cumpriremos
uma obrigação. Assim como um pai obriga os filhos a irem para o campo sem eles
estarem com vontade. O coração deles não estão no campo e por isso o trabalho
se torna pesado, duro.
Quando compreendem que aquele
serviço é para o seu benefício e que vencer o comodismo e se dispor a vivenciar
a labuta do campo, o trabalho não é enfadonho, é um prazer.
Jesus veio dar pleno cumprimento
da Lei. Cumpriu a Lei com toda a sua integridade e não por mero preceito. Amava
o Pai e por isso, proclama o seu Reino não só em palavras mas, Ele mesmo se
torna uma prática da Lei e supera a prática dos fariseus e mestres da Lei.
Material de Pesquisa: Os Evangelhos; G. Barbaglio; R. Fabris; B. Maggioni. Loyola/SP, 2ed 2002 (Coleção Bíblica Loyola) p. 117-119.

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