A Igreja sempre sofre por
tensões. Desde a época da encarnação do Verbo para inaugurar o Reino de Deus
sobre a terra, ela sofre as tempestades da vida.
No início da pregação de Jesus,
vemos os relatos dos discípulos temorosos diante as revelações de Jesus como o
Cristo de Deus. Sempre movidos por uma fé tímida e não aprofundada. Como no
primeiro sinal mostrado por Jesus no evangelho de João no episódio das bodas de
Caná. Em que diante da transformação da água em vinho os discípulos creram n’Ele.
Na passagem do Evangelho de
Mateus 14,22-36, possuímos os símbolos cristãos para designar a Igreja e a fé
ainda tímida e não evoluída dos discípulos.
A barca é o símbolo da Igreja.
Mateus a expõe sacudida pelas águas. O evangelista quer comunicar aos cristãos
da sua comunidade que a confiança é em Jesus, apesar das tensões que estavam
sofrendo, as forças do mal sendo fortes, Jesus não está ausente como aparenta.
As ondas agitavam a barca e não os remadores. Era uma comunidade fraca na fé.
A passagem seguinte dos discípulos
com medo de Jesus que andava sobre as águas demonstra igual intensidade a
incompreensão da revelação do Mestre como o Cristo de Deus. O espanto que os
discípulos possuíam quando Jesus se revelava o Filho de Deus.
As epifanias de Jesus simbolizados
pelos evangelistas por manifestações da natureza (nuvens, tempestades, aguas
turbulentas, trovões) é uma linguagem usada para demonstrar o medo existente
entre eles quando das revelações de Jesus como o Cristo de Deus.
Seguida de profissões de fé
subentende que essa fé só foi amadurecida após a ressurreição e mesmo sendo difícil
afirmar que essa já não se trata de uma aparição pós pascal.
Porém, Mateus, forma um texto não
narrativo mas, catequético. Para transmitir à comunidade cristã que diante das
forças adversas a confiança em Jesus é o que mantém firme a Igreja. Baseado nessa
fé não podemos vacilar, nossa fé tem que ser maior que os problemas que afligem
a cada um de nós em nossas histórias de vida.
Uma vez feito a experiência pascal
com nosso Senhor, a fé sustenta a nossa caminhada de Igreja e faz ganhar as resistências
contra as investidas das forças do mal. Ao final do episódio, um acréscimo de
outros relatos dos doentes curados que devem motivar a fé das comunidades.
Referência Bibliográfica
FABRIS, Rinaldo; MAGGIONI, Bruno.
OS Evangelhos (I). São Paulo/Loyola, 2002. 2ed. p. 237-239.

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