segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Martírio de São João Batista

Hoje a Igreja comemora o martirio de João Batista. João foi exaltado por Jesus como um profeta maior que os outros profetas, uma vez que, foi prescutor da vida do Messias, o conheceu e segundo as escritores era seu parente. Como a família está bem apoiada na Bíblia. Temos tantos relatos que o nosso Deus ressalta a importancia da vida familiar, Ele mesmo quis nascer e crescer dentro de uma família. Jesus Cristo, o Filho de Deus e por isso Deus, viveu na familia de Nazaré (Maria e José) nascido de forma esplêndida, agraciada.

João Batista também foi de nascimento esplêndido, filho de uma estéril, mas que, para cumprir uma vontade divina, Deus tornou o impossível aos homens, possível. Isabel, a mãe de Joao, ficou grávida. A gravidez é algo importante na vida de um casal judaico. É razão de muita felicidade a mulher ficar grávida. Por se tratar de uma ordem divina: crescer e multiplicar. Faz parte da promessa de Deus a seu povo na aliança com Abraão que seria o pai de uma multidão. 

João foi preso por Heródes, que queria que se calasse a verdade. João denunciou que o adultério que Heródes cometera com a própria cunhada. Não poderia manchar a honra da família com tal pecado. Traiu o seu irmão, traiu a vontade de Deus, manchou com a indignidade o seu poder como rei de Israel de ser o representande de Deus para o seu povo no cumprimento de suas Leis.

João Batista, homem que devemos imitar. Não podemos calar a nossa voz contra os valores da família. Devemos valorizar a fidelidade e o vinculo matrimonial. Esse vinculo é fruto do amor do homem e da mulher para a fidelidade e a felicidade do casal. O casal colabora dessa forma com a continuidade da obra da criação: gerando filhos, Deus continua criando e salvando a humanidade. 

Parabéns a todos os casais que não se deixam abater pelas crises, suportam com amor as tempestades e sofrimentos dos tempos atuais como a economia do lar, a educação dos filhos, as superações de limites e tantas outras dificuldades que vem para ajudar a crescer no amor e na fidelidade e realçar a vivendia na felicidade familiar, da Igreja Doméstica que deve ser precursora da salvação dos homens.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior

Depois do Concílio de Éfeso (431), em que a Mãe de Jesus foi proclamada Mãe de Deus, o papa Sisto III (432-440) erigiu em Roma, no monte Equilino, uma basílica dedicada à Santa Mãe de Deus, chamada mais tarde Santa Maria Maior. É esta a mais antiga Igreja do Ocidente dedicada à Santíssima Virgem.

"Ao frade Bartolomeu de Trento, que viveu na metade do século XIII, devemos a versão sobre a origem da basílica de Santa Maria Maior. Segundo a tradição, no ano 352, vivia em Roma, o representante do imperador que tinha se transferido para Constantinopla, um certo João, fidalgo riquíssimo que não sabia como gastar toda sua fortuna. Não tinha filhos e queria construir obras pias para a Igreja, mas não sabia quais escolher.

Na noite de 5 de agosto, lhe apareceu em sonho a Virgem Maria, que lhe ordenou construir uma igreja no lugar onde estivesse com neve pela manhã. O rico senhor acordou e se pôs a pensar que a neve em Roma era uma coisa estranha, pois agosto era a estação de verão. Porém o mais interessante foi que a Virgem, na mesma noite apareceu ao papa Libério e lhe disse que, logo ao raiar do dia, subisse a colina do monte Esquilino, que encontraria o local cheio de neve e lá deveria erguer uma igreja. Pela manhã aquele fato inédito, foi constatado e enquanto a notícia se espalhava por toda Roma, o papa e João, caminhando por estradas diferentes, seguidos por uma multidão se encontraram: lá em cima do monte Esquilino comprovaram que havia neve. Com um bastão o papa traçou a área para erguer a igreja que o patrício construiu apenas com o seu dinheiro. Nascia a basílica de Santa Maria da Neve. Alguns pesquisadores dizem que João procurou o papa Libério para lhe contar seu sonho e que teve uma surpresa ao saber que também o pontífice havia tido a mesma visão. Depois, juntos com a população foram ao alto ao monte Esquilino, e demarcaram sobre a neve o terreno onde a igreja foi construída. Desta maneira, notou-se que as tradições se mesclaram por obra da alma popular que sempre uniu poesia à história.
 
Aquelas colinas do monte Esquilino, durante a Antiguidade, tinham sido um lugar de despejo de lixo, cheio de imundices; posteriormente se tornou o lugar onde os escravos eram sepultados. Na época do Império, ao contrário, as colinas eram ocupadas por imensas vilas de nobres. Entretanto continuava sendo um lugar de estranhas lembranças e que a comunidade evitava freqüentar. Com a construção da igreja da Santa Maria da Neve, o local reconquistou a visitação popular.

Tanto é verdade que cerca de um século depois, para celebrar os resultados do Concílio de Efeso, que proclamou a "maternidade divina da Virgem Maria", o Papa Xisto III em 440, mandou construir uma igreja. Mas queria que fosse grande, muito grande, daí o nome "Maior", e escolheu o mesmo local onde fora construída a igreja indicada pela Virgem em sonho ao papa Libério. No dia 5 de agosto de 431, a nova igreja, que substituiu a anterior, foi consagrada, com o nome de basílica de "Santa Maria Maior".

Nela foi realizado o primeiro presépio que se tem notícia na Igreja, por isto também ficou conhecida como basílica de "Santa Maria do Presépio". Na basílica se encontram os primeiros e mais ricos mosaicos alusivos a Nossa Senhora e é, de fato, um dos maiores e mais belo santuário mariano de toda a cristandade. A festa litúrgica da "Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior" que acontece em 5 de agosto entrou no calendário romano em 1568." (http://aesaocarlos.blogspot.com/2008/08/baslica-de-santa-maria-maior.html)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

São João Maria Vianney

Hoje é o dia de São João Maria Vianney, presbítero. Nasceu em Lião na França no ano de 1786. Depois de superar muitas dificuldades, pôde ser ordenado sacerdote. Tendo-lhe sido confiada a paróquia de Ars, na arquidiocese de Belley, o santo nela promoveu admiravelmente a vida cristã, através de uma pregação eficaz, com a mortificação, a oração e a caridade. Revelou especiais qualidades na administração do sacramento da penitência; por isso, acorriam fiéis de todas as partes para receber os santos conselhos que dava. Morreu no ano de 1859. 

São João nos deixou um grande tesouro espiritual que foi o seu exemplo de padre e os escritos catequéticos que muito inspiram para a vivencia de uma vida santa e caridosa e misericordiosa com todos. É o padroeiro dos padres. Ao instituir o Ano Sacerdotal em 2009, o papa Bento XVI, o instituiu Padroeiro de todos os sacerdotes, que, até então era apenas padoreiro dos padres diocesanos. 

Transcrevemos abaixo um dos muitos textos espirituais catequéticos que esse santo nos deixou como tesouro a ser guardado e utilizado por todos nós padres ou não. 

Do Catecismo de São João Maria Vianney, presbítero (Séc. XIX)

A MAIS BELA PROFISSÃO DO HOMEM É REZAR E AMAR

Prestai atenção, meus filhinhos: o tesouro do cristão não está na terra, mas nos céus. Por isso, o nosso pensamento deve estar voltado para inde está o nosso tesouro. Esta é a mais bela profissão do homem: rezar e amar. Se rezais e amais, eis aí a felicidade do homem sobre a terra.

A oração nada mais é do que a união com Deus. Quando alguém tem o coração puro e unido a Deus, sente em si mesmo uma suavidade e doçura que inebria, e uma luz maravilhosa que o envolve. Nesta íntima união, Deus e a alama são como dois pedaços de cera, fundidos num só, de tal modo que ninguém mais pode separar. Como é bela esta união de Deus com sua pequenina criatura! É uma felicidade impossível de se compreender.

Nós nos havíamos tornado indignos de rezar. Deus, porém, na sua bondade, permitiu-nos falar com ele. Nossa oração é o incenso que mais lhe agrada.

Meus filhinhos, o vosso coração é por demais pequeno, mas a oração o dilata e torna capaz de amar a Deus. A oração faz saborear antecipadamente a felicidade do céu; é como o mel que se derrama sobre a alma e faz com que tudo nos seja doce. Na oração bem feita, os sofrimentos desaparecem como a neve que se derrete sob os raios do sol. 

Outro benefício que nos é dado pela oração: o tempo passa tão depressa e com tanta satisfação para o homem, que nem se percebe sua duração. Escutai: certa vez, quando eu era pároco em Bresse, tive que percorrer grandes distâncias para substituir quase todos os meus colegas que estavam doentes; nessas intermináveis caminhadas, rezava ao bom Senhor e - podeis crer! - o tempo não me parecia longo.

Há pessoas que mergulham profundamente na oração, como peixes na água, porque estão inteiramente entregues a Deus. Não hpa divisões em seus corações. Ó como eu amo estas almas generosas! São Francisco de Assis e Santa Clara viam nosso Senhor e conversavam com ele do mesmo modo como nós conversamos uns com os outros.

Nós, ao invés, quantas vezes entramos na Igreja sem saber o que iremos pedir. E, no entanto, sempre que vamos ter com alguém, sabemos perfeitamente o motivo por que vamos. Há até mesmo pessoas que parecem falar com Deus deste modo: "Só tenho duas palavras a vos dizer e logo ficar livre de vós...". Muitas vezes penso nisto: quando vamos adorar a Deus, podemos alcançar tudo o que desejamos, se o pedirmos com fé viva e coração puro.