quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Juventude e política pública: referencial onde?


Aristóteles
“O homem é um ser político”, afirma Aristóteles, filósofo grego do século IV antes de Cristo. Também tutor de um dos maiores conquistadores gregos, Alexandre, o Grande. Atualmente em nosso país percebo pouco interesse político entre as pessoas. Muito embora, há certa renovação na esfera política ou de se fazer política no país. Mas, a questão é se nosso povo está preparado politicamente para tais mudanças e as causas pelo pouco interesse, principalmente da juventude, nessa esfera existencial política.

Primeiramente constato que Aristóteles não está errado quando afirma que ser político faz parte da vida humana e isso é perceptível até mesmo numa criança. Uma criança sabe muito bem como defender interesses pessoais e também de quem está à sua volta. Vejamos: a criança sabe negociar com os pais o presente de natal entre outras coisas a longo, médio e curto prazo! Os pais sabem que não podem dar tudo de qualquer forma aos filhos, por isso, cria condições para que os filhos mereçam o que querem. Assim, desta forma, temos uma primeira relação política entre pais e filhos. Aristóteles está correto ou não?

Alexandre, o Grande
Alexandre, o Grande, assume o poder político da nação grega e sai para conquistar novos povos e aumentar as dimensões econômicas, geográficas e políticas de sua nação conquistando novos povos e territórios, torna a Grécia numa importante nação, um império que só foi derrubado mais tarde pelos romanos. O diferencial de Alexandre, é que não era um homem adulto, era um jovem que bem instruído politicamente, soube governar e conquistar povos. Aristóteles foi um grande mestre político, porém, houve os abusos do poder e a democracia se torna uma ditadura.

O cenário político brasileiro sofre grandes mudanças. Partidos políticos que fazem coligações com outros para governarem o país. A busca para uma estabilidade econômica, rege não só nossa nação, mas, o mundo todo, reflexo do desenfreado neo-capitalismo. Gera dessa forma o favorecimento de certos grupos e não de toda nação. Somos testemunhas de empresas que “quebram” devido às novas políticas econômicas, consumistas entre outras que geram o progresso, mas, não prepara as pessoas para o progresso tecnológico e para as crises econômicas que assolam o mundo todo.

Volto à cena política brasileira, pois, no inicio da conversa, falei da falta de interesse da população e principalmente dos jovens na esfera política. Temos em nosso país um cenário político marcado na sua maioria pela corrupção; favorecimento de classes e não do povo; programas de ações de combate à pobreza de forma assistencialista e não promotora de dignidade humana, onde, inconscientemente os mais necessitados se tornam mendigos do governo; a lista é enorme, por isso, não a alongo pensando essas serem suficientes.

Concluindo e tentando responder à questão do início: por que a população e principalmente os jovens não se interessam pela política pública? Será por não verem referencial em nosso sistema político? Assim termino a minha reflexão. Citei o exemplo de Aristóteles e Alexandre, o Grande, mas, temos um outro referencial de verdadeiro político público e defensor da humanidade (não limitado a esse foco apenas) estou falando de Jesus Cristo, como um jovem que queria apenas o bem e o melhor para todos e não o interesse de classes. Na visão dele, todos tem o direito de ser feliz e colaborar com o progresso humano sem exclusões. Não pode esquecer-se da sua natureza divina que explica em tudo a sua preocupação real e essencial pela humanidade. E porque não poder dizer que a sua mensagem de amor ao próximo deveria ser o estandarte de toda ação política da sociedade.