sexta-feira, 11 de novembro de 2016

O REINO DE DEUS ESTÁ ENTRE NÓS



O Reino de Deus está presente no meio de nós. Ele não vem de uma forma espetacular. Ele vêm! 

Jesus interrogado sobre a vinda do Reino, esclarece que ele não está ali e ou aqui e não vem com força ostensiva e de forma espetacular. 

Jesus responde aos fariseus: Ele está no meio de vós! (Lc 17,21). 

O Reino de Deus está no meio da humanidade. Ele acontece na história, no cotidiano de cada homem e mulher na terra sem sinais espetaculosos. Simplesmente o Reino de Deus vêm.

Exige de nossa parte uma atenção constante e atitudes de prontidão, liberdade e desapego. É necessário ainda preservarmos o essencial: a nossa fidelidade ao projeto do Pai. Fazer a sua vontade. 

Por isso, estejamos atentos no dia a dia, sempre vigilantes para ver nos sinais da história a presença de Deus e de seu Reino entre nós. 

A manifestação da vinda do Filho do Homem, também será interpretada como um relâmpago que cruza os céus. Basta imitar suas ações e, perceberemos que o Reino está em nosso meio, ele veio e está presente entre nós verdadeiramente. Vivendo os valores do Evangelho: paz, amor, justiça, solidariedade, perdão, misericórdia...

Referências:
CNBB. Igreja em Oração, nossa missa no dia a dia. Ano II n. 23. Novembro 2016. P. 55-56.
FABRIS, Rinaldo; MAGGIONI, Bruno. Os Evangelhos II. São Paulo:Loyola, 2006. 4.ed. p. 173-175. (Biblica Loyola, 2).

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A NOVA BAGAGEM

Possuímos um Pai Celeste. Essa bagagem que carregamos em nossa vida é indispensável. Pois, esse Pai Celestial, na verdade é quem nos carrega. Na realidade somos uma bagagem em Deus! Fundamento e sustento, o Deus Pai Celestial é o sentido de termos uma vida!.

sábado, 20 de agosto de 2016

DEUS MANTÉM TUDO EM ORDEM



Deus é o fundamento de tudo e de todos e põe tudo debaixo de seus pés. É impressionante o desenvolver da revelação divina ao ser humano. Deus sempre surpreende a lógica humana com o impossível que Ele realiza. 

O que para um ser humano é impossível de realizar, Deus, transforma em realidade. Como o fundamento pode ao mesmo tempo estar acima? Como pode transformar o pobre, com suas dificuldades e sonhos irrealizáveis em um homem feliz; mais feliz que aquele que com riquezas não encontrou a verdadeira felicidade? 

Deus diante da humanidade, manifesta que com o amor tudo pode ser transformado. O amor de uma mãe defende um filho indefeso mesmo ela não tendo as forças necessárias para vencer a barreira. Deus a capacita. Inspira o seu instinto de mãe, para vencer dragões que querem devorar seu filho. 

Deus fundamento e acima de todas as coisas, expressa o domínio que possui sobre tudo. Tudo é regido por Ele, por isso, mesmo que um de nós desafine na melodia da criação, Deus, transforma em nota harmoniosa para que a canção do universo não seja obsoleta e fora de ordem.

A Igreja é modelo de mãe e esposa. Reconhece no Filho de Deus, que O revelou Pai de todos nós, o esposo fiel que na bondade do Pai, venceu a morte e abriu-nos a porta da ressurreição. 

Deus vence o que domina o homem: a morte. No Filho obediente, salva a humanidade frágil e tendenciosa a desaparecer. Gesto de amor divino a nós, transforma-nos em eternos. Vence no Filho o que destrói o homem. Transcende a nossa humanidade, fazendo-nos participar do esplendor da vida do Pai. 

O Pai é o único dominador dos homens. Pois, diferente da morte, não destrói a vida e nem enfraquece o homem. Por ser seu fundamento, não pode deixar que a sua criação seja ameaçada e dominada pelo medo. Mas, pondo tudo abaixo de seus pés, manifesta o seu domínio contra o mal que deseja aniquilar a vida que foi gerada no amor.

Por ser o fundamento de toda a vida, deve ser também o alimento que a sustém. Nada o submete, Ele quem submete tudo à seus pés. Ou seja, o mantém em ordem!

Como Igreja que somos, estamos nos dando conta de quantas graças o Pai nos concede em seu amor infinito e gerador de nossa vida? Mesmo diante do mal que parece ser mais forte que o bem, a vitória é sempre de Deus, por isso, n’Ele confiamos nossa vida e o nosso amor. Ele não nos abandona, nos mantém sempre n’Ele.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

A FORTALEZA DA BARCA É A FÉ EM JESUS O CRISTO



A Igreja sempre sofre por tensões. Desde a época da encarnação do Verbo para inaugurar o Reino de Deus sobre a terra, ela sofre as tempestades da vida. 

No início da pregação de Jesus, vemos os relatos dos discípulos temorosos diante as revelações de Jesus como o Cristo de Deus. Sempre movidos por uma fé tímida e não aprofundada. Como no primeiro sinal mostrado por Jesus no evangelho de João no episódio das bodas de Caná. Em que diante da transformação da água em vinho os discípulos creram n’Ele.

Na passagem do Evangelho de Mateus 14,22-36, possuímos os símbolos cristãos para designar a Igreja e a fé ainda tímida e não evoluída dos discípulos. 

A barca é o símbolo da Igreja. Mateus a expõe sacudida pelas águas. O evangelista quer comunicar aos cristãos da sua comunidade que a confiança é em Jesus, apesar das tensões que estavam sofrendo, as forças do mal sendo fortes, Jesus não está ausente como aparenta. As ondas agitavam a barca e não os remadores. Era uma comunidade fraca na fé. 

A passagem seguinte dos discípulos com medo de Jesus que andava sobre as águas demonstra igual intensidade a incompreensão da revelação do Mestre como o Cristo de Deus. O espanto que os discípulos possuíam quando Jesus se revelava o Filho de Deus. 

As epifanias de Jesus simbolizados pelos evangelistas por manifestações da natureza (nuvens, tempestades, aguas turbulentas, trovões) é uma linguagem usada para demonstrar o medo existente entre eles quando das revelações de Jesus como o Cristo de Deus. 

Seguida de profissões de fé subentende que essa fé só foi amadurecida após a ressurreição e mesmo sendo difícil afirmar que essa já não se trata de uma aparição pós pascal. 

Porém, Mateus, forma um texto não narrativo mas, catequético. Para transmitir à comunidade cristã que diante das forças adversas a confiança em Jesus é o que mantém firme a Igreja. Baseado nessa fé não podemos vacilar, nossa fé tem que ser maior que os problemas que afligem a cada um de nós em nossas histórias de vida. 

Uma vez feito a experiência pascal com nosso Senhor, a fé sustenta a nossa caminhada de Igreja e faz ganhar as resistências contra as investidas das forças do mal. Ao final do episódio, um acréscimo de outros relatos dos doentes curados que devem motivar a fé das comunidades.

Referência Bibliográfica
FABRIS, Rinaldo; MAGGIONI, Bruno. OS Evangelhos (I). São Paulo/Loyola, 2002. 2ed. p. 237-239.