sábado, 23 de abril de 2016

UM MUNDO NOVO TODOS SONHAMOS

Amanhecer em Igaraçu do Tietê-SP
Foto: Pe. Rogério Zenateli
Reflexão 5° Domingo da Páscoa Ano C - 2016

Um mundo novo todos nós sonhamos. Uma vida nova para nós, para nossa família. O cristão não pode ser alguém egoísta. Sua identidade cristã se enraíza no seguimento do amor. O amor não preso a um sentimento, mas, uma ação que envolve o ser na sua plenitude e a todos. O amor é distintivo de todo cristão e o amor não é egoísta é partilha que gera uma transformação.

O amor não pode ser uma norma, regra difícil. Muitos acreditam ser um preceito duro, que Jesus nos deixou, porém, trata-se de um dom que é exercido num conjunto chamado comunidade. Ninguém se salva só. Deus não é egoísta. É errôneo achar que devemos nos salvar com uma prática isolados.

Só se compreende a força do amor que Cristo nos exorta em conjunto e não no particular. O amor cristão não é um sentimento a ser tomado no isolamento. Se eu não amo a mim não tem como eu amar aos outros. Ele, o amor, não está preso também aquela dimensão do quando praticamos uma gafe e logo dissemos: “eu me odeio por isso”.

O mandamento é claro, pede que nós amamos da mesma forma que ele, pois, quer que mesmo na humanidade superamos os limites do amor. Ele sendo homem nos deixou o modelo de amor na sua plenitude. Muitas vezes nos acomodamos e ficamos presos a uma única fórmula. O amor renova. Por isso que, o casal de namorados sempre atualizam o seu visual, embora muitas vezes não modificam as atitudes, corrigem vícios, não avançam no amor até se desprenderem da forma correta.

O amor é uma entrega conforme Jesus aponta no seu testamento aos discípulos. Renovando os discípulos que aprendem pouco a pouco que esse amor de Jesus por eles, continua após a sua morte de cruz, quando experimentam a sua Ressurreição. E, percebem que a comunidade deles é fecunda porque os frutos que produzem não dão vida à árvore, mas, prova que a árvore está viva, uma vez que, praticam o que Jesus ensinou.

Mas como amar na tribulação? A exortação da fé enunciada por Paulo e Barnabé expressam profundamente a experiência de um amor que não pode ser deixado de lado pelos sofrimentos que possam decorrer. Permanecer na fé, porque a experiência do amor é tão forte que conforta o ser anunciar a verdade desse amor. Enfrentar as dificuldades é ter certeza do amar.

Como não podemos amar isoladamente, também o suportar as tribulações não podem ser isoladas. O amor gera a unidade. Para ser feliz junto e também para viver os momentos de sofreres unidos na mesma esperança de vitória, só assim, podemos ter um novo horizonte na esperança de nossa fé, e na confiança do amor.

O amor alimenta a fé e a esperança. Por isso, transforma as realidades. As transformações que o amor produz podemos sim averiguar na dimensão do pessoal e também no coletivo. Deus é comunidade: comunidade trina. O amor é que o faz ser um único Deus em três pessoas.

As comunidades cristãs, espalhadas no mundo inteiro, conseguem perceber, pelos frutos que geram, a vida que pulsa da árvore que cumpre o pedido de Jesus? Nossa comunidade, está gerando frutos que renovam o mundo? Criamos na força do Espírito Santo um novo céu e uma nova terra na vida do mundo? A força de todo o amor é para o aqui e agora de nossa existência. Viver isso é o melhor que devemos fazer.

Novo céu e nova terra são as expressões que devem ocorrer pela vivência do amor em comunidade. Na vivência familiar e de grupos. Na vida social e profissional. Jesus nos deixa um legado de amor que consola nas tribulações para vencer nossos limites e implantar um Reino que faz a diferença num mundo que caminha à beira da maldade e muitas vezes é atingido por ela porque é frágil e precisa do amor para suportar as tribulações que o limita.

Passamos os tormentos, unidos no amor que Cristo nos ensinou e deixou como dom a ser vivido. Amamos, assim, glorificaremos a Cristo. Assim como glorificamos aqueles que nos dá um tratamento eficaz que cura e ou alivia nossas dores. Falamos bem de médicos e de pessoas que nos indicam um remédio que faz cessar a nossa dor.


O amor é o princípio que transforma e nos traz novo céu e nova terra. Também faz que Cristo seja glorificado em nós.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

A INCREDULIDADE E A ACEITAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

João na perícope do evangelho de hoje (Jo 12, 44-50) salienta a incredulidade dos judeus com relação aos sinais de Jesus e os sinais do Pai. Ao mesmo tempo, em que Jesus, se apresenta como luz.

Jesus apresenta vários sinais de que é o Messias aos judeus. Porém, esses não acreditaram, e faz um paralelo com algumas passagens do Antigo Testamento em que também não creram nos sinais do Pai quando, no deserto, atravessava junto ao povo eleito.

O tema da incredulidade dos judeus é revista por João na falta de fé sobre a pessoa e os sinais de Jesus que o comprova como o enviado do Pai para a libertação/salvação do povo.

Jesus não mais se atém em comprovar aos judeus o seu messianismo. Fala aos discípulos que creem em sua palavra, diferentemente dos outros judeus. Significando que o julgamento parte da escuta da Palavra de Deus que se torna luz para os homens, quem prefere as trevas não terá a luz da salvação, por não aceitar a Palavra de Deus. Ela quem julga, uma vez que Jesus não veio para julgar mas, para salvar o mundo.

Quem ouve a Palavra e a cumpre poderá constatar os sinais do Pai na vida do crente que apenas não ouve, mas, pratica a Palavra. A aceita na condição de sua plenitude e confirma assim os sinais que ela realiza na vida de cada homem.

Jesus, a Palavra de Deus encarnada, é a luz que sujeita a humanidade para a salvação. Obtém a vida eterna quem em Jesus tem fé. Acredita, confia e se entrega à ação transformadora da Palavra que faz ver e sentir os sinais do Pai na vida do mundo.


Todos os dias possamos não fazer calar a voz do Pai. Possamos sair como os Discípulos/Apóstolos/Missionários de Jesus a proclamar a Palavra de Deus, luz para nós e para todos que nela crerem.

terça-feira, 19 de abril de 2016

AS MINHAS OVELHAS OUVEM A MINHA VOZ

A apreciação do trecho do evangelho de hoje, João 10, 22-30, estabelece um discernimento claro da nossa fé cristã à qual as autoridades judias não conseguiram crer.

Querem uma clareza maior de Jesus como Messias. Jesus porém, aponta às obras que Ele realiza que só podem provir do Pai. Confirmando o que disse em trechos anteriores do mesmo capítulo narrado por João: ele o Pai são um. Essa unidade favorece a realização de tais obras que o identifica como o Messias.

Jesus, simplesmente não é o Bom Pastor, é também o Messias. Acusa assim as autoridades judias a não se fazer claro a eles o seu messianismo devido não pertencerem ao seu redil porque não acreditam no que ele diz, mesmo vendo as obras realizadas.

Quem creu nos discursos que Jesus proferiu, ensinamentos e obras, são as ovelhas e reconhecem a sua voz. E, por isso, os falsos pastores não as retiram das mãos de Jesus. Ele não perde nenhuma das ovelhas que o Pai lhes deu. O Pai testemunha o seu amor às ovelhas através da obediência e unidade de Jesus à sua vontade. Os que creem são beneficiados.

Que em nossa vida possamos reconhecer a voz de nosso Pastor Messias. O justo e santo que nos redimiu, e em nossas orações possamos conservar um ideal de unidade com o Pai, a exemplo de Jesus e nas nossas ações, elas possam expressar o Salvador que permanece conosco.


Fechemos nossos ouvidos a outras vozes que querem nos afastar de nossa real necessidade e felicidade.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

OS DESAFIOS DOS DISCÍPULOS EM SEU COTIDIANO E OS NOSSOS!

Foto: Pascom Igaraçu do Tietê

Após a Ressurreição, Jesus aparece aos discípulos em seu cotidiano. Há dois aspectos importantes para compreender essas aparições: 

1. Firmar os discípulos na fé e na missão.
2. O cotidiano, o dia a dia dos discípulos, é o lugar por excelência da revelação e da conversão.

É desejo do Senhor que vençamos os desafios. Principais desafio dos discípulos, que os fazem desistir de continuar a lançar as redes são: o desânimo; o medo e a falta de fé.

Para os discípulos, a sentir a presença do Ressuscitado, a exemplo de João que, com amor, sente que Jesus é quem continua os alimentando e os enviando a lançar as redes.

Nós, será que também, não sofremos os mesmos desafios que os discípulos possuíam no seu cotidiano? A presença do Senhor Ressuscitado é quem garante a eficácia de nosso testemunho de fé e de missão no nosso cotidiano.