sábado, 28 de maio de 2016

A FÉ NÃO CONHECE FRONTEIRAS

Interior da Capela do Seminário Santo Antonio em Agudos-SP
Foto: Padre Rogério
A humanidade desde tempos antigos impõe fronteiras, limites. Porém, Deus, não!

Os homens impõe limites e condições para amar; perdoar; ajudar; fazer justiça; ser solidário; cercas para separar quintais, demarcando, assim um território que seja seu, como se realmente fosse.

Deus não impõe nenhum limite. Ama a todos; serve a todos; perdoa a todos; tudo e todos lhes pertencem, porém, deixa-os livres para serem dEle ou não.

Deus é direito de todos. É para todos os povos, raças e nações, assim dizendo. Mas, nem todos os povos, raças e nações, O querem. Por isso, a fé é condição especial para que uma pessoa O tenha.

A fé não conhece fronteiras. Deus ouve e atende, sem distinção, as preces que lhes são dirigidas.

Nas leituras dessa 9ª. Semana do Tempo Comum, Ano C, a Igreja vem tratar desse tema tão importante a nós crentes: a fé. Ela não dispõe de limites. Todos que crerem são salvos pois, não é um merecimento nosso, e sim, dom de Deus para nós.

Deus não tem dono. A fé n’Ele consagra o homem, o une, e o integra ao Templo da Fé: Jesus Cristo, o seu enviado para realizar o seu plano de amor.

Jesus Cristo é o Filho de Deus que desenvolve no meio da humanidade a verdadeira revelação da pessoa de Deus, que é Pai com coração de mãe e que deseja salvar a todos. Assim, se torna o mediador entre os homens de fé e Deus que os ama e atende.

Na perícope do evangelho de hoje, Lucas une as duas leituras anteriores. Salomão que pede que Deus atenda os estrangeiros que, pela fé, adentram do Templo construído por ele para adorar aquele que libertou o seu povo com “mão forte” e “braço estendido”. Paulo aos Gálatas condenam aos que seguem outro evangelho que não seja o que por ele fora anunciado: Jesus e não a prática da Lei com a circuncisão.

Ao relatar o episódio do oficial romano, que não é judeu, mas, possui respeito à religião judaica e favorece que os seus tenham um lugar para se reunirem e viverem a sua fé, Jesus, vendo a fé daquele homem, superior à fé dos judeus, traz a tona a temática de hoje: a fé não impõe fronteiras e Jesus faz o sinal permanente de que o Pai está com ele e cura o escravo do centurião.

O texto de Lucas, mostra o Jesus que é o Templo da fé. Não construído por mãos humanas, mas, gerado por Deus para a libertação dos homens. Ele, Jesus, é Deus no meio do povo. Rompe as fronteiras até mesmo de uma falsa imagem de quem é o Pai. Revela o Pai como misericórdia sem limites.

Não há dignidade ao homem querer ser salvo. A salvação é iniciativa de Deus, a nós, cabe a colaboração.

A fé do centurião pode ser comparada com a nossa fé? Estamos impondo fronteiras à nossa fé?

A Deus ninguém detém. Jesus é a ponte que nos une a Deus. Nossa fé é o que nos une para alcançar em comunidade os dons de Deus.