A afirmação de Jesus em ser o Pão
da Vida, não expressa simplesmente o alimento material mas, também, todo tipo
de fome e sede no humano. A vazio existencial que muitos sentem a partir dos
seus sofrimentos e incompreensão das feridas desse mundo em suas carnes, também
abrange essa afirmação. Jesus é alimento que nos sustenta em nossa existência.
O Pão da Vida que é Jesus,
comunica a nós, uma dinâmica de transformação da realidade. Quem come desse
Pão, tem a vida eterna, ou seja, é transformado e enviado a transformar a
realidade do mundo.
Ao lermos essa passagem de João
6,35-40 unida com o livro dos Atos dos Apóstolos 8, 1b-8 se há de perceber o
seguinte: quem experimentou desse pão não é mais o mesmo. Ele terá que ser
plena comunhão com Jesus. Por isso, os que comeram do Pão do Céu, ao se
dispersarem devido à perseguição, testemunharam a experiência com Cristo e
formaram novas comunidades cristãs pelo mundo.
Somos dessa forma, vocacionados
por Jesus a uma perfeita comunhão de vida com Ele. Ele lançou-se profundamente
à vida missionária, saindo pelas ruas da Galiléia, Judeia, Jerusalém e demais
regiões de Israel inaugurando o Reino. Aqueles que se alimentam dele, fazem o
mesmo, com a mesma empolgação e Espírito que o ungia para essa dinâmica.
Bibliografia
Pereira, José Carlos, pe. LITURGIA da Palavra I - reflexões para os dias de semana. São Paulo/Paulus, 2014. 4a. reimpressão, 2019. p. 99.

