segunda-feira, 31 de março de 2008

O caos que vive o meu tempo


Viver uma vida sem planejamento é viver uma ilusão. A vida não é um brinquedo e não somos levados a viver de qualquer jeito. Tudo tem a sua ordem e até mesmo na desordem é possível observar um caminho. Seja de quem for a idéia, se é pra bagunçar, ela segue um itinerário.
O itinerário da bagunça é em primeiro plano fazer pensar que o único valor é o de não haver regras. Princípio do anarquismo. Trata-se de viver sem regras, mesmo sabendo que o corpo tem seus princípios básicos e uma vida sem controle, a morte chega mais cedo, se não a morte, a solidão. Muitos dos artistas tiveram uma vida curta e na solidão. O exagero os levou mais cedo. Isto devia servir de exemplo para não imita-los, no entanto, tantos jovens vivem desordenadamente, cujo único sonho é viver assim.
Quanto tempo resta ainda para abrir os nossos olhos e perceber que o mundo não é um mar de rosas e nos entregarmos a ele é assumirmos a ordem da desordem. Tantas pessoas presas na solidão embora rodeada de milhões de pessoas. A tecnologia é tanta que parece que estamos comunicando com muitos ao mesmo tempo é uma coisa de doido, porém, uma relação superficial recheado de mentiras e enganos. Sem contar que não estamos em sigilo. Acabou-se a privacidade.
A condição humana está perdendo valores e quando pensa que está ganhando outros, descobre que isso faz mal em longo prazo. Como é o caso das pílulas anticoncepcionais que com o passar dos anos causa o segundo maior índice de câncer na mulher que é o do colo. Triste isto, e a camisinha que mesmo com tanta campanha, o número de aidéticos cresce sempre mais.
O caos que vive o meu tempo não sabe onde parar. Aquilo que eu via durante os dias de infância não sobrevive mais, apenas nas minhas lembranças; um sonho de paz e de fraternidade. Um mundo feliz parece nem ter mais sombras onde eu possa encostar a minha cabeça dolorida e descansar em paz.
O que fazemos para que o mundo siga uma ordem e não a desordem? A sua ordem pelo que caminho em que viaja não leva a um socorro imediato. Desemboca no precipício sem fim parecido com aquele que muitos pensavam em época conflitante e que não era redondo. De repente nem sol e nem terra eram o centro do universo. Nem Deus o pode ser mais, por isso o deixam no inicio. O homem tornou-se este centro e agora está mais que deslocado. A ilusão é o centro. Voltemos ao início e deixemos com que o início reinicie a nossa história conforme a sua ordem.
Pe. Rogério Zenateli
22 de dezembro de 2007
0h21

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