segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Apegar-se ao Amor de Deus

Quando nos apegamos aquilo que nos faz mal, estamos rejeitando o amor do Senhor. 

Vícios nos fazem sofrer e nos escravizam. Torna-nos dependentes. 

Se apegar ao amor de Deus nos torna livres para podermos fazer da nossa vida o melhor que podemos. Dentro dos nossos limites e projetos. 

Nada melhor do que conquistar os sonhos com a dignidade livre do que estarmos cansados em tentar realizá-lo aprisionados.

O amor faz gerar a capacidade de sonhar e realizar sem medo.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

PROPOSTA DE DEUS X PROPOSTA DO MAL

Foto: Pascom Igaraçu do Tietê
A Palavra de Deus incita os que são contrário a Ela.

Todo o desejo mal grita diante da Palavra de Deus e a quer calar (Mc 1, 21b-28). Porque Ela, introduz no mundo a bondade do Criador. Luz que dissipa o mal.

Utilizar da Palavra de Deus como meio para danar o outro, não é também a vontade do Criador.
Jesus é a Palavra de Deus encarnada. Habitando no meio de nós, Ele, torna manifesto o verdadeiro desejo de Deus para os homens. Exprime a sua misericórdia e o bem querer divino às suas criaturas.

Jesus, faz com que a humanidade redescubra o seu valor para a vida do mundo criado por Deus. Abandonar o que é mal, faz com que o homem redescubra valores encobertos no homem pela força do mal que, toma posse de sua dignidade. Por isso, o domínio do mal, não quer deixar o homem, pois, quer daná-lo para sempre.

A presença de Jesus diante do mal e dos homens possuídos pelo mal é um convite à conversão (bem que dissipa o mal; homem que prática o mal e torna a praticar o bem). A plena verdade da Palavra joga com a plena mentira de privilégios que o homem se submete não deixando o possuído escolher a liberdade sincera da verdade.

A Felicidade incontida pela falsa sensação de alegria, agita a carne humana como o álcool e a droga que vicia o organismo humano em sua sensação e o torna seu escravo. Libertar-se parte de um gesto violento contra o próprio ser. Jesus é a luz que oferece o caminho da verdadeira liberdade. Assim, é o Deus Libertador, dos escravos da maldade que tomou posse da verdadeira natureza humana.

Jesus veio resgatar os que já são seus e se deixaram dominar pelo mal, enganados pelo falso.
A autoridade de Jesus, sobre a opressão do mal, o cala diante da sua presença, por que, quem deve falar que Ele é o Senhor, o Santo de Deus, é a carne humana que lhe pertence, não o mal que a possui.

Seguir a Cristo é exorcizar de si o mal, frente ao projeto de salvação que Ele oferece, nossa atitude de ser corrompido pelo mal é de relutar por um instante e depois, calar-se e render-se ao Cristo que silencia o mal em nós para retomar a posse do ser que lhe pertence.

Jesus, nos resgata e, voltamos a sermos dignos diante a sua Palavra, não nos causa perturbação, mas, sim libertação e felicidade verdadeira. Estar próximo de Deus nos dá a liberdade de assumir a verdadeira humanidade com que nos criou. E sendo verdadeiro humano, somos divinizados no restauro que Jesus nos concedeu: veio para que todos tenham vida e vida em abundância.

A Palavra de Deus é para restaurar a humanidade. Seu uso para condenar o mundo e a humanidade é errôneo.

Deus é misericórdia e não condenação. É libertação e não aprisionamento.

A Palavra é para nos libertar e não nos distanciar do nosso Libertador ficando mais presos ao mal que nos possui e anos tormenta com suas vantagens.

A proposta de Deus é contrária às sensações, é um permanecer n'Ele e não um possuí-Lo para o se ter prazer ou regalias. Essa é a proposta do mal e não de Deus.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

JESUS, CURANDEIRO OU CRISTO?

Plena comunhão com Jesus é necessário. Pois, nos dá a vida em plenitude. Deus nos concede a vida em plenitude em seu Filho Jesus.

A integridade do amor de Deus pela humanidade passa pela encarnação de Jesus. Assumindo a nossa carne, a Palavra de Deus, habita no meio de nós. Jesus é o Deus Conosco relatado nos evangelhos. Essa concepção nasce no contato de Cristo com os seus discípulos e é transmitido às comunidades que foram sendo formadas após a Ressurreição de Cristo e vinda do Espírito Santo à comunidade dos discípulos no Cenáculo no dia de Pentecostes.

Os dias correm e, quem é Jesus?

Ele veio libertar o povo de todas as suas angústias. Ele é o Pastor de Israel. Ele veio contra tudo aquilo que se instala em desfavorecendo os desígnios de Deus para a vida dos homens por Ele amados.

Há uma falta de compreensão da verdadeira missão de Cristo nos tempos atuais. Ele veio para os seus e para o que era seu. Jesus, não é um curador. Porém, realizou sinais aos homens para que cressem em sua missão: dar a vida eterna aos que creem n’Ele (1Jo 5, 5-13), nossa ressurreição. Eis o verdadeiro milagre!

Muitos esquecem da dimensão essencial de Cristo que é essa a de libertação de uma vida presa na morte. Fundada nas lepras, feridas que infecionam o ser humano, como o egoísmo, autossuficiência, fundamentalismos e tantas outras manifestações da maldade que despreciam a vida que o Criador nos concedeu por seu amor. Jesus é o libertador do que causa a morte da natureza humana.

Jesus vem ser solidário e permanece conosco. É a manifestação da misericórdia de Deus em muitas ocasiões que não o buscamos. Ele veio e tocando o homem, nos garante o direito de sermos próximos de Deus (Lc 5, 12-16) e experimentarmos o seu amor, a sua misericórdia.

Será que Jesus gostaria de ser aclamado e adorado apenas como alguém que sara e cura o homem de suas enfermidades? Quando queriam aclamá-lo com títulos e poderes humanos, Ele se retirava do meio da multidão e se recolhia em oração, pois, tudo isso era ocasião de desfigurar a sua missão.

Jesus é a vida dos homens. Jesus não é um curandeiro. Ele manifesta a misericórdia de Deus sobre a vida do ser humano para que todos tenham vida e vida em abundância. Ele quer nos salvar, nos dar condições para que sejamos curados dos piores males que influem a natureza boa do humano a tornando ruim.

Para Jesus a lei do puro e o impuro escraviza o homem na descriminação e exclusão de pessoas. Por isso, se manifesta contra e liberta o humano dessas amarras tocando o leproso e devolvendo a ele a dignidade de sua vida para ter o direito de ser considerado humano novamente (Ele “ressuscita” – dá a vida – aquele que estava na morte e o reintegra à sociedade).

Ao Cristo, Jesus, não existe o homem puro e impuro, mas, o homem que precisa ser redimido, salvo e liberto de sua condição excludente do meio dos seus semelhantes.


Jesus veio para ser comunhão com os que sofrem e são explorados. Veio para purificar o homem de toda maldade. Condicioná-lo a aspectos particulares é deturpa a sua real vinda e encarnação. É tirá-lo de sua missão. É torna-lo um curador e não o Cristo.  

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

O ESPÍRITO DE DEUS ESTÁ SOBRE NÓS

Mais uma vez somos chamados por Cristo a uma ação. Ação baseada não nas forças próprias, mas, no seu Espírito.

O Espírito de Deus está sobre Jesus e o impulsiona a cumprir uma ação em favor de todos (Lc 4, 14-22a).

A libertação só é obtida por práticas. O Espírito de Deus é quem nos impulsiona para as práticas do amor. Amor a Deus e ao próximo. Faz gerar a o compromisso de fé para com Deus e com os demais homens e mulheres da terra.

O Espírito de Deus está sobre Jesus. O Espírito de Deus está sobre nós também. Por isso, somos chamados por Jesus a continuar a sua missão de ação libertadora no mundo. Auxiliando os mais necessitados a deixar todo o egoísmo e autossuficiência para fazer gerar a partilha e a fraternidade no mundo.

Não podemos mais nos deixar sermos marcados pelo comodismos e omissões. Devemos ser marcados pelo Espírito de Deus que nos dinamiza para ações concretas a favor de uma comunhão plena com os propósitos divinos para transformar e libertar a humanidade daquilo que a prende ao egoísmo e escárnio da maldade que a impera.


O Espírito de Deus está sobre Jesus para proclamar o tempo da libertação e Ele o assume. O Espírito de Deus também está sobre nós e nos impulsiona para as mesmas ações libertadoras, devemos assumir esse Espírito sobre nós. Nos lançar na prática do amor a Deus e ao próximo para não sermos hipócritas na fé que professamos (1Jo 4,19-5,4). Fazer despontar no horizonte um novo amanhecer.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

CORAGEM E UNIDADE PARA ENFRENTAR OS DESAFIOS HUMANOS

O homem não pode ficar com o coração endurecido por muito tempo. Depois de conhecer a Deus e o seu amor, o homem deve abrir-se a uma crescente comunhão com Deus Pai e seu semelhante.

Deus Pai nos ama e, por isso, precisa ser correspondido. Esse amor a Deus só é melhor se também amarmos uns aos outros (1Jo 4, 11-18). O cristão não pode amar simplesmente a Deus e dizer que está em comunhão com Ele se, não produzir os frutos desse amor: o auxílio aos demais semelhantes.

Deus Pai amou tanto o mundo que enviou no tempo oportuno o seu Filho, Jesus, para que todos que n’Ele cressem fossem salvos.

Jesus é o auxílio de Deus Pai aos homens por Ele amados. O princípio e o fim. Por isso, a comunhão verdadeira é realizada na unidade com o divino.

O Evangelista Marcos nos relata intensamente a humanidade de Jesus que se entrega ao Pai (Mc 6, 45-52). Na atitude de orar, não só Marcos mas, os demais Evangelistas narram os constantes momentos de Jesus em oração.

Jesus, estava sempre em comunhão com o Pai na oração. Modelo de pessoa orante para poder enfrentar as dificuldades que a vida proporcionaria no rumo de sua missão.

Os discípulos de Jesus ainda se encontravam com o coração fechado, mesmo o reconhecendo Filho de Deus, o Messias esperado, ainda não haviam se libertado das antigas propostas egoístas de um coração humano fechado em si mesmo. Compreensão de toda a plenitude de Jesus Cristo, só advém a eles após a ressurreição.

No sinal da travessia andando sobre o mar, Jesus, vem em auxílio de seus discípulos que enfrentam os desafios de uma pequena barca no grande mar. Retrato de um mundo entregue às ideologias egoísticas, que querem afundar a barca dos discípulos com uma proposta contrária.

Expressando a luta entre o bem e o mal, a cena do evangelho de Marcos, pinta, na tela da vida humana, a resposta que o homem precisa para vencer o que o oprime na contra mão dos princípios que acredita. A comunhão com Jesus.

Ele nos ama por primeiro. Nos conquistou com esse amor. Corresponder a esse amor é se entregar confiantemente em suas mãos para podermos superar o mar de tormentos que a vida nos apresenta contra aquilo que acreditamos.

Ele, Jesus, nos ensinou a íntegra comunhão do homem com Deus Pai, e essa comunhão só é completa quando amamos uns aos outros. Essa foi a compreensão dos discípulos de Cristo após a sua ressurreição.

Ele, Jesus, tem o poder de submeter as forças de ideologias contrárias ao seu projeto de amor. Não ficou fechado no egoísmo, se abriu à partilha. E mesmo os discípulos ainda presos ao contrário do que ensinara, ficou em comunhão com o Pai e este lhe dava as condições para ir em busca de concluir sua missão e não deixar de lado os princípios que ensinara.

Essa é a lição de Cristo para todos os que n’Ele creem: coragem para vencer os obstáculos da vida. Coragem é pautada não na solidão, mas, no amor que Deus tem por nós, no amor que temos por Ele, e nos impulsiona a nos amar uns aos outros para que seja concluída nossa missão em unidade com a missão de Cristo Jesus.

A unidade com Cristo é baseada em nossa oração cotidiana e na ação verdadeiramente eucarística: a de não apenas recebermos o Corpo e Sangue de Jesus, mas, fazermos comunhão com Ele. Quem come da sua Carne e bebe de seu Sangue permanece nele e Ele naquele que o recebe.

A coragem na continuidade do seguimento de Jesus é o princípio ativo para o cristão. Não se fechar em si mesmo, mas, abrir-se ao projeto divino e nele permanecer. O projeto é a unidade com Deus e os semelhantes.

RECONHECIMENTO E OU REDESCOBRIMENTO?

O ser humano precisa reconhecer ou redescobrir a sua humanidade. Ela não consiste no egoísmo, mas, na partilha.

O Evangelista Marcos nos propõe, entre outras propostas, o dom da partilha e não do egoísmo.

Nos alegra conhecer um Deus que é a nosso favor e não contra nós. Que nos ama por primeiro (1Jo 4,7-10). O seu Filho que olha para nós com compaixão, pois, nos enxerga um rebanho sem pastor (Mc 6,34-44).

Jesus ensina aquela multidão o dom da partilha. Aquela força que os movia para o egoísmo: a fome pessoal, a escassez do alimento naquele deserto, poucos haviam trazido consigo alimento.

Do pouco alimento que possuíam, Jesus faz saciar a fome de todos. É assim, quando o homem descobre a sua verdadeira humanidade, nada lhes falta, por que Jesus, permanece nele. A presença de Cristo nos sacia em nossas faltas.

O convite que a Palavra de Deus nos faz hoje, é esse: o amor é parte da natureza humana, ela nos ensina a perdoar até mesmo quem nos faz mal e faz repartir com muitos o pouco que temos e ficamos todos saciados e com abundância.


A humanidade é completa com Deus. Por isso, partilha conosco o seu Filho que nos guia verdadeiramente à essência humana que é composta pela essência divina: o amor. Essa assinatura de Deus em nossa consciência e no mais íntimo de nossa humanidade. Vamos redescobrir a nossa verdadeira humanidade que nos torna livres verdadeiramente. 

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

QUE POSSA SER RICA A NOSSA PRESENÇA NA TERRA - FELIZ ANO NOVO

Que na nova aurora e durante todo o ano de 2016 a nossa vida seja movida pelo Espírito de Deus.
Estar aberto à ação divina em nossa vida cristã é nos colocar nas mãos d'Aquele que é o autor de toda felicidade. Assim, sejamos felizes.
No alvorecer de mais um ano que se findará podermos render glórias a Deus, como os pastores saíram glorificando a Deus, a felicidade que obtiveram ao contemplarem diante de seus olhos o Menino Jesus, que encheu a suas existências da verdadeira felicidade e anunciaram a todos a alegria de serem salvos.
A presença de nossa vida não seja estorvo na vida dos outros, mas, sementes de amor divino a todas as pessoas com quem convivemos. E que sendo sementes do amor divino, incomodamos os que se fecham em seus egoísmos para que se abram na solicitude de uma vida fraterna em favor dos mais explorados e denegridos humanamente.
Possa ser rica a nossa presença na Terra para enriquecer os empobrecidos e marginalizados por um sistema que corrompe e destrói o verdadeiro sentido de sermos humanos e plasmados no amor e na vontade divina.
Fazer a diferença no mundo e ou na vida de alguém e não ser apenas mais um diferente ou indiferente ao semelhante.
Lutemos pela paz mas, sem tomarmos armas e destruir o semelhante com a exploração e o desprezo. Usemos da inteligência para instruir e ajudar os fracos a serem fortes num mundo bruto e corrupto e, não para oprimi-los.
Existem tantas outras bençãos que desejo a todos para esse ano. Mas, que tornaria o texto enorme e fatigaria ler todos os parágrafos.
Que sejamos melhores neste 2016 pautados na Misericórdia de Deus, Ele venha em nosso auxílio.
Paz e Felicidades sempre.
FELIZ 2016