sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

JESUS, CURANDEIRO OU CRISTO?

Plena comunhão com Jesus é necessário. Pois, nos dá a vida em plenitude. Deus nos concede a vida em plenitude em seu Filho Jesus.

A integridade do amor de Deus pela humanidade passa pela encarnação de Jesus. Assumindo a nossa carne, a Palavra de Deus, habita no meio de nós. Jesus é o Deus Conosco relatado nos evangelhos. Essa concepção nasce no contato de Cristo com os seus discípulos e é transmitido às comunidades que foram sendo formadas após a Ressurreição de Cristo e vinda do Espírito Santo à comunidade dos discípulos no Cenáculo no dia de Pentecostes.

Os dias correm e, quem é Jesus?

Ele veio libertar o povo de todas as suas angústias. Ele é o Pastor de Israel. Ele veio contra tudo aquilo que se instala em desfavorecendo os desígnios de Deus para a vida dos homens por Ele amados.

Há uma falta de compreensão da verdadeira missão de Cristo nos tempos atuais. Ele veio para os seus e para o que era seu. Jesus, não é um curador. Porém, realizou sinais aos homens para que cressem em sua missão: dar a vida eterna aos que creem n’Ele (1Jo 5, 5-13), nossa ressurreição. Eis o verdadeiro milagre!

Muitos esquecem da dimensão essencial de Cristo que é essa a de libertação de uma vida presa na morte. Fundada nas lepras, feridas que infecionam o ser humano, como o egoísmo, autossuficiência, fundamentalismos e tantas outras manifestações da maldade que despreciam a vida que o Criador nos concedeu por seu amor. Jesus é o libertador do que causa a morte da natureza humana.

Jesus vem ser solidário e permanece conosco. É a manifestação da misericórdia de Deus em muitas ocasiões que não o buscamos. Ele veio e tocando o homem, nos garante o direito de sermos próximos de Deus (Lc 5, 12-16) e experimentarmos o seu amor, a sua misericórdia.

Será que Jesus gostaria de ser aclamado e adorado apenas como alguém que sara e cura o homem de suas enfermidades? Quando queriam aclamá-lo com títulos e poderes humanos, Ele se retirava do meio da multidão e se recolhia em oração, pois, tudo isso era ocasião de desfigurar a sua missão.

Jesus é a vida dos homens. Jesus não é um curandeiro. Ele manifesta a misericórdia de Deus sobre a vida do ser humano para que todos tenham vida e vida em abundância. Ele quer nos salvar, nos dar condições para que sejamos curados dos piores males que influem a natureza boa do humano a tornando ruim.

Para Jesus a lei do puro e o impuro escraviza o homem na descriminação e exclusão de pessoas. Por isso, se manifesta contra e liberta o humano dessas amarras tocando o leproso e devolvendo a ele a dignidade de sua vida para ter o direito de ser considerado humano novamente (Ele “ressuscita” – dá a vida – aquele que estava na morte e o reintegra à sociedade).

Ao Cristo, Jesus, não existe o homem puro e impuro, mas, o homem que precisa ser redimido, salvo e liberto de sua condição excludente do meio dos seus semelhantes.


Jesus veio para ser comunhão com os que sofrem e são explorados. Veio para purificar o homem de toda maldade. Condicioná-lo a aspectos particulares é deturpa a sua real vinda e encarnação. É tirá-lo de sua missão. É torna-lo um curador e não o Cristo.  

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