Reflexão sobre: 1Rs 17,7-16 e
Mt 5,13-16
As condições de vida na época em que Elias é enviado
a Sarepta, atual Sarafand (15km ao sul do Sídon na costa do Líbano), era de carestia
prevista pelo próprio profeta. A leitura desse relato deve ser realizado à luz
da fé para que não se torne um absurdo.
A viúva hospitaleira, acolhe a fé de Elias no Deus
Javé o qual ele serve. É lhe caridosa servindo o último alimento que possuía
para si e seu filho e agora também ao profeta.
O homem de Deus diante daquela viúva que tão pouco possuía
para si e para seu filho, profere pela fé que possui em Deus, que não iria
faltar o alimento para que pudessem viver aquele momento de carestia, pois, ele
estava diante do Deus Javé.
Assim une a fé de Elias em Deus, a fé que a viúva,
estrangeira, creu no mesmo Deus de Elias. Nada então faltou. Tudo o que possuíam
foi necessário aos três. O texto do Antigo Testamento remete à salvação
universal. Embora estrangeira, ela creu na mesma fé de Elias. Aquela que possuía
pouco, repartiu com quem não tinha nada e foi agraciada. Mesmo que nossas
crenças sejam diferentes, Deus continua sendo Pai de todos e quando
manifestados gestos de caridades, expressões de amor verdadeiro, nada faltará a
vida dos seres humanos. Todos são agraciados.
Jesus remete em seu discurso na montanha, a
confiança nos homens. Ser sal e luz expressa a vocação do homem sobre o mundo. Jesus
não diz, “sereis”. Ele diz “sois”: já é uma realidade. E o ser sal e luz
integra a realidade de quem é discípulo de Jesus. Quem não assume essa realidade não
pode ser discípulo do Mestre. Não vive a disponibilidade divina e está apartado
de seu objetivo potencial.
Construir a plena realização do bem é o sinal da
instauração do Reino de Deus sobre o mundo. Jesus alerta também dos perigos em
se perder a identidade. Se o sal não salga e a luz não brilha, não tem
utilidade. Não podemos deixar tornar insosso e inutilizada a potencialidade de
nossa vocação humana. Nossa própria existência estaria sem sentido. O nosso
viver é sem perspectivas e motivações.
Por isso, o amor, é essencial ao ser humano. Ele
alimenta a fé e a esperança. É a base de todo o edifício humano que nos faz ser
sal e luz no mundo e a exercer funcionalidade do existir. Se nossa fé não
produz obras, Deus não é glorificado verdadeiramente. Nossa vida seria apenas um
passar sem sentido nesse mundo.
Penso que nossa característica cristã não pode
faltar para ser sal e luz para o mundo. Principalmente no seu cerne: o
amor/caridade. Amor puro e verdadeiro, como foi o da viúva de Sarepta que creu
em um Deus que não conhecia. Quantos ao nosso redor não conhece também a Deus
como Ele é? Estamos sendo sal e luz que faz gerar assim a integridade de nossa
prática cristã dando sentido à nossa vida e à dos nossos semelhantes? Quantos
ainda, mesmo crentes, conhecem superficialmente o ser divino e sua proposta de
vida para a humanidade? O que fazemos para que possam conhecer melhor a Deus e
servi-lo com a mesma fé de Elias, de Maria, de José?
Ser discípulo de Jesus e não ser sal e luz no mundo
para nada servimos. Pensemos sobre isso e se estamos agindo mal, possamos
reverter nosso seguimento cristão.
Material Pesquisado: Missal Cotidiano p. 878-880 Editora Paulus 7
edição ano 2004

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