terça-feira, 22 de agosto de 2017

A Paz vêm de Deus

A Paz é um desejo antigo dos homens. Muito apreciado nos tempos de conflitos.

Deus vêm em auxílio de suas criaturas, por isso, incita, pela boca do profeta Isaías (9, 1-6) a esperança de paz. Ele mesmo pode fornecer essa paz com o advento de seu Messias (Jesus, o Cristo de Deus).

A paz é obra divina. A guerra não agrada a Deus, porque traz a destruição, mortes e injustiças à humanidade e à toda criatura.

Deus quer conservar a criação. Deu ao homem essa capacidade, porém, por mal uso de suas atribuições, contraiu o poder destrutivo da vida, por um ato de ganância e egoísmo.

A guerra é expressão do egoísmo. A paz é expressão da solidariedade de Deus à humanidade.

sábado, 29 de abril de 2017

Reconhecer e testemunhar o Cristo Ressuscitado



O tema do evangelho de Lucas para esse terceiro Domingo da Páscoa, salienta a dificuldade de muitos na comunidade em aceitar a ressurreição de Jesus Cristo. O evangelho não narra fatos do passado, ilumina as dificuldades enfrentadas na comunidade.

No texto encontra-se um contraste maior que se dava entre Jerusalém (lugar do testemunho de Jesus) e Emaús (lugar da cegueira e da não compreensão da Páscoa).

Para os discípulos, Jerusalém, é lugar da derrota de Cristo. Por isso retornam a Emaús desanimados – a vida não tem mais sentido.  Ir a Emaús não é somente ir para casa, é abandonar o projeto de Deus.

A cena de Jesus com os discípulos deve ser lida na perspectiva que Jesus que caminha com a humanidade com a energia da sua vitória sobre a morte.

O desânimo dos discípulos revela o estado de ânimo de uma comunidade desorientada, sem força para o testemunho. Porém, é com esse tipo de comunidade que Jesus se põe a caminho.

A comunidade desorientada não havia experimentado a vitória do ressuscitado. Percebe os fatos mas não discerne. Jesus está no caminho com ela mas ela não o reconhece.

Jesus apresenta a essa comunidade desorientada 2 instrumentos que suscitam a fé na ressurreição:

1 - A Bíblia – Jesus Cristo é a chave de leitura do Antigo Testamento, através dele o projeto do Pai tomou forma definitiva no Messias sofredor.

2 - A Eucaristia – a partilha a comunicação da vida. Os olhos dos discípulos se abrem e eles o reconhecem nesses dois meios fundamentais a Sagrada Escritura e a Eucaristia. 

Jesus desaparece do meio deles depois da comunidade já possuir os dois sacramentos de sua presença PALAVRA E PARTILHA (Eucaristia) basta viver isso para sentir o Cristo vivo e presente em nosso meio. 

O testemunho dos discípulos é prolongamento da vitória de Jesus.

Os discípulos voltam a Jerusalém e de lá sairão para anunciar a mensagem de JC ao mundo inteiro. 

Jesus Cristo é a Palavra e o pão partilhados: sem partilha, sem fraternidade e sem a solidariedade estaremos caminhando num rumo que nos afasta do testemunho de Jesus.

sábado, 22 de abril de 2017

CRÔNICAS DA VIDA 02 - BATALHAS ORDINÁRIAS



Ele acordou pela manhã, sentou-se em sua escrivaninha para tomar suas orações baseado na Palavra e preparar-se para a missa do anoitecer. 

A leitura o comoveu e diante da proposta ideal para a vida cristã, lançou o olhar à realidade. Seu íntimo entristeceu, pois, percebeu o quão longe desse ideal se entrega a comunidade em que foi inserido e, olhando mais, adentro, percebeu que não só na comunidade local mas, toda a sua diocese e presbitério estão longe de viver o ideal cristão da leitura que orou. 

Descobriu que a alegria voltaria se da sua parte conduzisse a corrigir os erros no processo de integração de fé e vida. Percepção que fora desenvolvida pelas leituras seguintes previstas para aquele domingo.

Dons Deus já havia distribuídos pela adesão da fé na vida dos seus irmãos de caminhada. Aquela leitura, embora à anos que vem orando sobre ela, adentrou em seu espírito com mais fervor e o fez crer que não se trata apenas de um ideal, mas, de um desejo profundo da parte de Deus para a humanidade. Uma comunidade perfeita onde não existe mais necessitados e todos se encontram por amor e para amar verdadeiramente.

A mensagem de paz no Evangelho, também orado, fez resplandecer o desejo divino aos que o seguem mais diretamente. Na unidade devemos todos exprimir a fé e desenvolve-la sobre o mundo para que a paz que vem do Senhor, produza frutos na humanidade e a faça progredir. 

Cessar os conflitos; unir-se em busca de um propósito que compensa a rotina para que, não enferruje as engrenagens do motor que faz mover o Reino celeste sobre a terra. 

Assim, confiante novamente, Deus abriu caminhos para um melhor discernimento e diminuiu a chance do negativo prevalecer sobre a positiva missão de seu servo. Ele continuou a orar essa oração até o fim de sua vida. 

Houve momentos difíceis, conflitos interessantes, mas, nada fez vacilar a esperança, a fé e a caridade dentro de seu íntimo e sacrifícios e desprendimentos da sua parte. Antes de ser glorificado pelo Pai pode ver algumas de suas sementes lançadas germinarem, que outros possam colher com bom grado os frutos que delas gerarem. 

A paz esteja convosco, homem da luta, guerreiro imbatível, não desista nunca dos projetos de Deus por mais difícil que sejam de executar. Faça prevalecer a vontade divina e não a dos homens.

Assim é a vida de cada homem e mulher nessa terra, uma luta com batalhas diárias, e cujo refúgio e vitória é o Senhor.

sábado, 18 de março de 2017

Liturgia da Palavra 3o. Domingo da Quaresma



MEDITAÇÃO LITURGIA DA PALAVRA 3º. DOMINGO DA QUARESMA ANO A
19 de Março de 2017
Êxodo = experiência de libertação > a travessia se transforma na passagem de Massa (Prova) e Meriba (Contestação) sinais de discórdias; e descrédito na ação libertadora de Deus. > se torna uma recordação dolorosa para o povo que, colocou Deus à prova ao invés de se deixar conduzir por Ele.

Na vida do Cristão a travessia do deserto da vida, se torna dura e nem sempre de glórias. A atitude deve ser contrária ao de Massa e Meriba. Deve ser de confiança nas promessas de Deus. 

A tentação de discussão com Deus é forte, porém, Ele já nos deu prova de seu amor e fidelidade em nos dirigir a sua misericórdia. No texto Deus não reage com castigos, mas com providência. Conhece suas fragilidades e o quanto a caminhada se torna difícil em certos momentos.

Com confiança podemos invocar a sua presença em nosso meio. Pois continua sendo nosso Senhor e Salvador.

Assim, justificados pela fé em Cristo, Senhor, mantemos uma relação justa com Deus. É uma relação de salvação na comunicação da paz, da graça e da esperança que não decepciona. Nossa esperança de salvação não está fundada em nossas boas obras, mas no amor de Deus por nós.

Jesus na região da Samaria, no diálogo com a samaritana, nos introduz no discurso da água viva, a adoração perfeita ao Pai e da universalidade da salvação.

Água Viva > não vem do poço de Jacó: é o Espírito de Deus. Aquele amor que sentimos e nos enche o coração. Deixando-se guiar pelo Espírito encontramos a paz. 

A água do poço de Jacó simboliza as satisfações da vida que não podem ser saciadas. Apenas a água vida pode trazer a verdadeira satisfação para a nossa existência.

Adoração autêntica do Pai > Jesus ensina a interiorizar o culto exterior. Da materialidade do espaço sagrado vamos ao interior do nosso culto ao Pai: em espírito e verdade, sem pretensões, na cordialidade, uma relação justa no amor.

A Universalidade da Salvação > o cumprimento da vontade do Pai que é sinal de salvação para todos. A abertura de fé da samaritana é prelúdio da abertura de fé de todos os povos. 

Somos convidados ainda pelo evangelho da comunidade de João à sermos missionários. Passamos de uma atitude simplória e contestadora de Deus à uma postura de transformação, de vida nova que nos faz romper com as misérias do nosso passado (erros) para assumirmos o Senhor como nosso salvador e obtendo água viva, tenhamos a paz e justiça que temos sede e fome!

Referências
ARMELLINI, Fernando, scj. Celebrando a Palavra. Ano A – São Mateus. Ave Maria/São Paulo, 2004. 5 ed. p. 94-99.
IGREJA em oração. Nossa missa no dia a dia. Edições CNBB/Brasília, 2017. p. 83.