MEDITAÇÃO LITURGIA DA PALAVRA 3º. DOMINGO DA QUARESMA ANO A
19 de Março de 2017
Êxodo = experiência de libertação
> a travessia se transforma na passagem de Massa (Prova) e Meriba
(Contestação) sinais de discórdias; e descrédito na ação libertadora de Deus.
> se torna uma recordação dolorosa para o povo que, colocou Deus à prova ao
invés de se deixar conduzir por Ele.
Na vida do Cristão a travessia do
deserto da vida, se torna dura e nem sempre de glórias. A atitude deve ser
contrária ao de Massa e Meriba. Deve ser de confiança nas promessas de Deus.
A tentação de discussão com Deus
é forte, porém, Ele já nos deu prova de seu amor e fidelidade em nos dirigir a
sua misericórdia. No texto Deus não reage com castigos, mas com providência.
Conhece suas fragilidades e o quanto a caminhada se torna difícil em certos
momentos.
Com confiança podemos invocar a
sua presença em nosso meio. Pois continua sendo nosso Senhor e Salvador.
Assim, justificados pela fé em
Cristo, Senhor, mantemos uma relação justa com Deus. É uma relação de salvação
na comunicação da paz, da graça e da esperança que não decepciona. Nossa
esperança de salvação não está fundada em nossas boas obras, mas no amor de Deus
por nós.
Jesus na região da Samaria, no
diálogo com a samaritana, nos introduz no discurso da água viva, a adoração
perfeita ao Pai e da universalidade da salvação.
Água Viva > não vem do poço de
Jacó: é o Espírito de Deus. Aquele amor que sentimos e nos enche o coração.
Deixando-se guiar pelo Espírito encontramos a paz.
A água do poço de Jacó simboliza
as satisfações da vida que não podem ser saciadas. Apenas a água vida pode
trazer a verdadeira satisfação para a nossa existência.
Adoração autêntica do Pai >
Jesus ensina a interiorizar o culto exterior. Da materialidade do espaço
sagrado vamos ao interior do nosso culto ao Pai: em espírito e verdade, sem
pretensões, na cordialidade, uma relação justa no amor.
A Universalidade da Salvação >
o cumprimento da vontade do Pai que é sinal de salvação para todos. A abertura
de fé da samaritana é prelúdio da abertura de fé de todos os povos.
Somos convidados ainda pelo
evangelho da comunidade de João à sermos missionários. Passamos de uma atitude
simplória e contestadora de Deus à uma postura de transformação, de vida nova
que nos faz romper com as misérias do nosso passado (erros) para assumirmos o
Senhor como nosso salvador e obtendo água viva, tenhamos a paz e justiça que
temos sede e fome!
Referências
ARMELLINI, Fernando, scj.
Celebrando a Palavra. Ano A – São Mateus. Ave Maria/São Paulo, 2004. 5 ed. p.
94-99.
IGREJA em oração. Nossa missa no
dia a dia. Edições CNBB/Brasília, 2017. p. 83.