sábado, 18 de março de 2017

Liturgia da Palavra 3o. Domingo da Quaresma



MEDITAÇÃO LITURGIA DA PALAVRA 3º. DOMINGO DA QUARESMA ANO A
19 de Março de 2017
Êxodo = experiência de libertação > a travessia se transforma na passagem de Massa (Prova) e Meriba (Contestação) sinais de discórdias; e descrédito na ação libertadora de Deus. > se torna uma recordação dolorosa para o povo que, colocou Deus à prova ao invés de se deixar conduzir por Ele.

Na vida do Cristão a travessia do deserto da vida, se torna dura e nem sempre de glórias. A atitude deve ser contrária ao de Massa e Meriba. Deve ser de confiança nas promessas de Deus. 

A tentação de discussão com Deus é forte, porém, Ele já nos deu prova de seu amor e fidelidade em nos dirigir a sua misericórdia. No texto Deus não reage com castigos, mas com providência. Conhece suas fragilidades e o quanto a caminhada se torna difícil em certos momentos.

Com confiança podemos invocar a sua presença em nosso meio. Pois continua sendo nosso Senhor e Salvador.

Assim, justificados pela fé em Cristo, Senhor, mantemos uma relação justa com Deus. É uma relação de salvação na comunicação da paz, da graça e da esperança que não decepciona. Nossa esperança de salvação não está fundada em nossas boas obras, mas no amor de Deus por nós.

Jesus na região da Samaria, no diálogo com a samaritana, nos introduz no discurso da água viva, a adoração perfeita ao Pai e da universalidade da salvação.

Água Viva > não vem do poço de Jacó: é o Espírito de Deus. Aquele amor que sentimos e nos enche o coração. Deixando-se guiar pelo Espírito encontramos a paz. 

A água do poço de Jacó simboliza as satisfações da vida que não podem ser saciadas. Apenas a água vida pode trazer a verdadeira satisfação para a nossa existência.

Adoração autêntica do Pai > Jesus ensina a interiorizar o culto exterior. Da materialidade do espaço sagrado vamos ao interior do nosso culto ao Pai: em espírito e verdade, sem pretensões, na cordialidade, uma relação justa no amor.

A Universalidade da Salvação > o cumprimento da vontade do Pai que é sinal de salvação para todos. A abertura de fé da samaritana é prelúdio da abertura de fé de todos os povos. 

Somos convidados ainda pelo evangelho da comunidade de João à sermos missionários. Passamos de uma atitude simplória e contestadora de Deus à uma postura de transformação, de vida nova que nos faz romper com as misérias do nosso passado (erros) para assumirmos o Senhor como nosso salvador e obtendo água viva, tenhamos a paz e justiça que temos sede e fome!

Referências
ARMELLINI, Fernando, scj. Celebrando a Palavra. Ano A – São Mateus. Ave Maria/São Paulo, 2004. 5 ed. p. 94-99.
IGREJA em oração. Nossa missa no dia a dia. Edições CNBB/Brasília, 2017. p. 83.

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