A refeição é algo comum na
cultura humana. É essencial inclusive em todo processo de vida no planeta.
Por ser comum, não significa que
não é importante. Por ser comum, é importante!
Desta forma, a refeição é
formalizada e informalizada, em toda e qualquer situação. Nós, humanidade,
somos chamados à tomar uma refeição. Seja ela um petisco, tira-gosto, “salgar a
boca”, quando nos reunimos, tem que haver algo para tomar refeição!
A intensidade humana no convívio é
marcada pela refeição. Nas culturas antigas a refeição era até uma forma de
pacto com os convidados. Em família, uma entrega maior a ela e na correção de
erros. A refeição é sagrada, por isso é comum. Revigora as forças e une as
pessoas. É sustento no dia a dia. A refeição nos torna solidários com os
famintos.
No ambiente da fé cristã, a
refeição é item principal. Ela faz a comunidade e a comunidade a faz. A
refeição é tão importante e chama-se também banquete. Pois, remete à comemorar,
celebrar. Significa festa, alegria, vida plena!
A refeição, no Cristianismo católico,
é o Cristo, Jesus; o Pão Vivo descido do Céu, para saciar a fome dos homens e
mulheres de boa vontade. Belém, significa: “Casa do Pão”, desde o seu
nascimento até a Última Ceia, o Cristo, tem esse caráter de refeição, alimento,
sustento, edificação. Agora fica claro a refeição ser item importante na fé
cristã.
Nós ao tomarmos o Cristo,
alimento e nosso sustento, pactuamos com a sua missão e, nos tornamos um com
Ele. Predito por Ele mesmo: “Quem come deste pão e bebe desse cálice, permanece
em mim e eu nele”. Na Eucaristia (refeição cristã) o Cristo se entrega como
alimento ao homem e, o homem se entrega ao Cristo para ser sustentado em seu
ministério de continuador da missão libertadora, salvação dos homens.
Libertação essa que é dos
sistemas humanos que corrói, lança o mal ao comum; ao importante, ao essencial
à vida da humanidade. Cristo nos chama como refeição à saciar a fome e sede do
humano. O leva à uma evolução pela partilha e não pela escravidão e exploração.
Como refeição, o Cristo, quer que
todos sejam alimentados e formam com Ele uma unidade. Unidade intensa,
inclusiva, um corpo; o seu Corpo para a vida do mundo. Um organismo vivo que é
sustentado por Ele, o verdadeiro alimento descido do céu, pois, quem come desse
pão nunca mais terá fome e viverá eternamente.
Viver eternamente é ter qualidade
de vida no agora e na vida futura. Cristo nos garante isso e nos chama todos os
dias a viver essa realidade com Ele. Assim, somos o corpo místico de Cristo.
Somos eucaristia na vida dos homens. Nos tornamos uma refeição para a vida do
mundo e o sustentamos na equidade, na justiça e saciedade de sua fome.
Renovemos a nossa fé. Nos
deixamos ser o Corpo de Cristo para a vida da humanidade. Vamos saciar com
Cristo a fome e sede do mundo.
