quinta-feira, 20 de junho de 2019

A Refeição


A refeição é algo comum na cultura humana. É essencial inclusive em todo processo de vida no planeta.

Por ser comum, não significa que não é importante. Por ser comum, é importante! 

Desta forma, a refeição é formalizada e informalizada, em toda e qualquer situação. Nós, humanidade, somos chamados à tomar uma refeição. Seja ela um petisco, tira-gosto, “salgar a boca”, quando nos reunimos, tem que haver algo para tomar refeição!

A intensidade humana no convívio é marcada pela refeição. Nas culturas antigas a refeição era até uma forma de pacto com os convidados. Em família, uma entrega maior a ela e na correção de erros. A refeição é sagrada, por isso é comum. Revigora as forças e une as pessoas. É sustento no dia a dia. A refeição nos torna solidários com os famintos. 

No ambiente da fé cristã, a refeição é item principal. Ela faz a comunidade e a comunidade a faz. A refeição é tão importante e chama-se também banquete. Pois, remete à comemorar, celebrar. Significa festa, alegria, vida plena!

A refeição, no Cristianismo católico, é o Cristo, Jesus; o Pão Vivo descido do Céu, para saciar a fome dos homens e mulheres de boa vontade. Belém, significa: “Casa do Pão”, desde o seu nascimento até a Última Ceia, o Cristo, tem esse caráter de refeição, alimento, sustento, edificação. Agora fica claro a refeição ser item importante na fé cristã.

Nós ao tomarmos o Cristo, alimento e nosso sustento, pactuamos com a sua missão e, nos tornamos um com Ele. Predito por Ele mesmo: “Quem come deste pão e bebe desse cálice, permanece em mim e eu nele”. Na Eucaristia (refeição cristã) o Cristo se entrega como alimento ao homem e, o homem se entrega ao Cristo para ser sustentado em seu ministério de continuador da missão libertadora, salvação dos homens. 

Libertação essa que é dos sistemas humanos que corrói, lança o mal ao comum; ao importante, ao essencial à vida da humanidade. Cristo nos chama como refeição à saciar a fome e sede do humano. O leva à uma evolução pela partilha e não pela escravidão e exploração.

Como refeição, o Cristo, quer que todos sejam alimentados e formam com Ele uma unidade. Unidade intensa, inclusiva, um corpo; o seu Corpo para a vida do mundo. Um organismo vivo que é sustentado por Ele, o verdadeiro alimento descido do céu, pois, quem come desse pão nunca mais terá fome e viverá eternamente. 

Viver eternamente é ter qualidade de vida no agora e na vida futura. Cristo nos garante isso e nos chama todos os dias a viver essa realidade com Ele. Assim, somos o corpo místico de Cristo. Somos eucaristia na vida dos homens. Nos tornamos uma refeição para a vida do mundo e o sustentamos na equidade, na justiça e saciedade de sua fome.

Renovemos a nossa fé. Nos deixamos ser o Corpo de Cristo para a vida da humanidade. Vamos saciar com Cristo a fome e sede do mundo.

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