sexta-feira, 29 de julho de 2016

CONTEMPLAR E SERVIR, SEM CANSAR



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Jesus percorre uma grande viagem até Jerusalém. Tudo indica que seja a última a partir dos fatos da narrativa do evangelista Lucas. 

Essa grande viagem inicia no capítulo 9 de Lucas. O evangelista contrapõe na capítulo 10 a falta da acolhida que o Mestre obteve no início da viagem não encontrando a hospitalidade da Samaria. Em Bethânia (Cap. 10, 38-42) o Mestre encontra a hospitalidade na casa de Marta e Maria. 

Os temas da rejeição e aceitação do Mestre se encontram nesta longa viagem. Lucas exprime esses fatos e os narra de forma elaborada e na expectativa de educar na fé.

O Mestre, sentindo acolhido na casa de Marta e Maria, se lança ao seu objetivo obediente: anunciar o Reino. Maria, se depõe ao seus pés para aprender.

Maria, contempla nas palavras do Mestre, quase que numa mística inenarrável, até mesmo pelo evangelista, como toda experiência mística. Sua contemplação é profunda. 

Marta, esquece da hospitalidade para se ocupar e preocupar-se com os afazeres da casa. Uma grande doméstica, que exprime o que não deve ser a atitude do discípulo do Mestre, não no sentido de nada fazer, mas, o de fazer por fazer.

A longa viagem a Jerusalém é marcada por grandes ensinamentos. O cristão deve estar atento, pois, também estamos em uma longa viagem nesta vida. Estar atento, porque o Mestre faz conosco essa viagem. 

Na rotina de nosso dia estamos sendo contemplativos no tempo que possuímos? Ou deixamos ele nos possuir e não atentar à presença do Mestre em nossos afazeres? Contemplamos no dia a dia essa presença o que o Mestre nos lança como sementes para o melhor de nosso existir e transformação da nossa realidade?

O Mestre da vida nos ensina a vive-la em sua essência. A atitude de todo discípulo que aceita o Mestre e o proclama Filho de Deus, é de contemplar nas suas palavras a essência de suas ações. Só assim poderemos fazer o que temos que fazer sem nos cansar.

Ah como foi incansável a ação de Pedro, de Paulo e os demais apóstolos que, mesmo diante das perseguições; das mortes que seus olhos e ouvidos fizeram saber nos primeiros séculos da pregação do Evangelho; prisões e torturas, não os cansaram e nem calaram as suas vozes que ressoam até hoje para nós.

Aprenderam na contemplação a essência das atitudes que assumiram realizar por amor ao Mestre.

Referencia Bibliográfica
FABRIS, Rinaldo; MAGGIONI, Bruno. OS Evangelhos (II). São Paulo/Loyola, 2006. 4ed. p. 127.

Você também pode ler inclusive o interessante  artigo do Portal A12 link : http://www.a12.com/formacao/detalhes/conhecendo-os-evangelhos-ser-como-marta-e-maria

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