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Jesus percorre uma grande viagem
até Jerusalém. Tudo indica que seja a última a partir dos fatos da narrativa do
evangelista Lucas.
Essa grande viagem inicia no
capítulo 9 de Lucas. O evangelista contrapõe na capítulo 10 a falta da acolhida
que o Mestre obteve no início da viagem não encontrando a hospitalidade da
Samaria. Em Bethânia (Cap. 10, 38-42) o Mestre encontra a hospitalidade na casa
de Marta e Maria.
Os temas da rejeição e aceitação
do Mestre se encontram nesta longa viagem. Lucas exprime esses fatos e os narra
de forma elaborada e na expectativa de educar na fé.
O Mestre, sentindo acolhido na
casa de Marta e Maria, se lança ao seu objetivo obediente: anunciar o Reino.
Maria, se depõe ao seus pés para aprender.
Maria, contempla nas palavras do
Mestre, quase que numa mística inenarrável, até mesmo pelo evangelista, como
toda experiência mística. Sua contemplação é profunda.
Marta, esquece da hospitalidade
para se ocupar e preocupar-se com os afazeres da casa. Uma grande doméstica,
que exprime o que não deve ser a atitude do discípulo do Mestre, não no sentido
de nada fazer, mas, o de fazer por fazer.
A longa viagem a Jerusalém é
marcada por grandes ensinamentos. O cristão deve estar atento, pois, também
estamos em uma longa viagem nesta vida. Estar atento, porque o Mestre faz
conosco essa viagem.
Na rotina de nosso dia estamos
sendo contemplativos no tempo que possuímos? Ou deixamos ele nos possuir e não
atentar à presença do Mestre em nossos afazeres? Contemplamos no dia a dia essa
presença o que o Mestre nos lança como sementes para o melhor de nosso existir
e transformação da nossa realidade?
O Mestre da vida nos ensina a vive-la
em sua essência. A atitude de todo discípulo que aceita o Mestre e o proclama
Filho de Deus, é de contemplar nas suas palavras a essência de suas ações. Só
assim poderemos fazer o que temos que fazer sem nos cansar.
Ah como foi incansável a ação de
Pedro, de Paulo e os demais apóstolos que, mesmo diante das perseguições; das
mortes que seus olhos e ouvidos fizeram saber nos primeiros séculos da pregação
do Evangelho; prisões e torturas, não os cansaram e nem calaram as suas vozes
que ressoam até hoje para nós.
Aprenderam na contemplação a essência
das atitudes que assumiram realizar por amor ao Mestre.
Referencia Bibliográfica
FABRIS, Rinaldo; MAGGIONI, Bruno.
OS Evangelhos (II). São Paulo/Loyola, 2006. 4ed. p. 127.
Você também pode ler inclusive o interessante artigo do Portal A12 link : http://www.a12.com/formacao/detalhes/conhecendo-os-evangelhos-ser-como-marta-e-maria

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