terça-feira, 31 de dezembro de 2019
sábado, 28 de dezembro de 2019
FAMÍLIA, SAGRADA?
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A instituição social mais antiga
entre os humanos é chamada de família. Por assim dizer, a família é a base de
outras formas de relacionamentos de vida em sociedade.
Os clãs familiares foram
crescendo e gerando o que hoje chamamos civilizações. Compostas de regras,
leis, sistemas econômicos, credos que sedimentaram as culturas humanas. Povos,
raças, línguas, expressões artísticas, compõem esse diverso ambiente humano:
rico, próspero, exuberante, poderoso, esplêndido e ao mesmo tempo empobrecido,
confuso, caduco, repleto de contrários. Será que alguma vez em sua própria
história, houve harmonia?
Voltamos ao princípio: a micro
sociedade, a família! Quais os vínculos que estreitam o companheirismo entre
homem e mulher e sua descendência com todos os seus contrários? São regras construídas?
Naturalidade? Pelo jeito é uma unidade dos dois. O natural e a convenção
resultam em graça, bênção. Unir dois extremos não deve ser fácil se não houver
algo a mais do que o simplesmente humano. Unir duas vontades diferentes e ainda
depois, vindo um terceiro...quarto...quinto... tem que ser sagrado!
O que você acha leitor paciente:
a Família é Sagrada? Se a família for sagrada todo o resto advindo também o é? Será?
SIM, a instituição família é SAGRADA! O que vem depois também o era para ser,
assim pela lógica. Mas, mesmo nas melhores famílias, há um tiquinho de
conflitos, que na verdade, pela angústia que causam, fortalece o vínculo, mesmo
de uma forma negativa: as feridas causadas pelos conflitos marcam a epiderme e
o vínculo não é esquecido. Feito tatuagem no íntimo. Difícil de ser apagado,
porém, deve com o tempo ser aliviado a dor, mesmo que os laços não sejam tão
estreitos mais.
A dureza de coração, quem irá
julgar estar certo ou errado? Cada família tem as suas histórias de quedas e
superações. Quais as suas? Elas fazem rir agora e ou chorar ainda? Há
possibilidade de uma reconciliação ou melhor ficar como está? O sagrado da
família, o deixou de ser?
Graça dada é graça mantida. A
dureza do coração do homem é o que arranha a bênção. O sagrado da família é
abalado, no entanto, não se torna maldição, assim como o dom de ser mãe “é
padecer no paraíso”.
O que pode arranhar o
relacionamento familiar? Há várias matizes: mentiras, incompreensão, abusos no
relacionamento; cada família tem a sua história de chagas, que na experiência
pode aumentar ou diminuir essa lista de ranhuras.
Que possamos manter o sagrado da
família sem arranhões, que seja uma oração diária.
Imagem retirada do site:
http://cnbbn2.com.br/o-valor-da-familia-no-sinodo-da-amazonia/
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
A AFIRMAÇÃO DO CRISTO
“Ide
contar a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos recuperam a vista, os
paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos
ressuscitam e os pobres são evangelizados. Feliz aquele que não se escandaliza por
causa de mim.” (Mt 11,4-5). E assim Jesus dá testemunho de si mesmo.
Esses
elementos que Jesus diz aos discípulos de João Batista são sinais de que Ele é
o Messias, esperado e anunciado por João. João não pode ter dúvidas de que ele
estava certo: Jesus é o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Nós,
cristãos batizados, em uma realidade tão surreal, de isenções e extremismos,
temos dúvidas de que Cristo Jesus é a cura para a nossa falta de visão,
paralisias, lepras, surdez, cultura de morte e pobreza promovida pela
desigualdade social cada vez mais adentrando a sociedade?
Com
certeza trata-se de uma alegria para o povo de Israel que por 800 anos esperou
esses sinais da presença do Salvador. João Batista, aprisionado pelas suas
convicções, como bom profeta e maior homem já nascido de mulher, alegra-se
porque o Cristo não o escandaliza.
O que
escandalizava o João Batista, era a hipocrisia de seus governantes, as
autoridades religiosas de seu povo, a violência e corrupção dos militares do império
romano, a miséria econômica e intelectual em que vivia o seu povo, o
radicalismo cego em que viviam os que podiam lançar luz para ajudar o povo a
sair de sua condição exploratória, e não o faziam.
O Cristo,
não escandalizava a João Batista. O Cristo com o seu intento de amor a Deus e
ao próximo, escandaliza os seus seguidores hoje? A mim que escrevo Jesus não
escandaliza. Jesus me atrai para continuar a sua missão de salvação para o
mundo. Amplifica o desejo divino de alegria e libertação para as suas
criaturas. Deus não quer as prisões da exploração.
O que
deveria escandalizar o ser humano não é o Cristo, mas, a fome, o desemprego, a
corrupção, a propina, a guerra, a violência, o Feminicídio, os vícios, o
preconceito, o racismo e tantos outros atos que degradam a dignidade do homem.
Afirma ao
Cristo verdadeiro e, faça negação àquilo que é contrariedade à vivência da
afirmação à Cristo.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
CASA
Deus é casa.
Casa remete a lar.
Lar remete a família.
Família remete à estabilidade.
Estabilidade remete à segurança.
Segurança remete à paz.
Paz remete à Deus.
Deus remete à criação.
Criação remete à autor.
Autor remete à artista.
Artista remete à criação.
Criação remete à criador.
Criador remete à Deus.
Deus remete à Paz.
Paz remete à segurança.
Segurança remete à estabilidade.
Estabilidade remete à família.
Família remete à lar.
Lar remete à casa.
Casa remete à Deus.
A nossa vida é sustentada pelo
Criador. Ele nos trata com carinho, amor e dedicação. Assim é todo artista que compõe
a sua obra com esses atributos. É no Criador que a criatura se identifica porque
o Criador deposita na criatura um pouco de si. Na criatura há uma essência do
criador.
Quão belo será a criatura que faz
desabrochar o que mais há de valor em seu Criador em si.
Imagem da escultora Camille
Claudel
Imagem retirada do site
https://www.hypeness.com.br/2017/04/ofuscada-por-rodin-e-pelo-machismo-finalmente-camille-claudel-ganha-seu-proprio-museu/
quinta-feira, 5 de dezembro de 2019
INSANIDADE É DEMONÍACA?
O modismo sempre foi um ato
inculcado na humanidade. Surge pelo ideal de proveito para si ou para um grupo.
Devido a isso surgiram as
modas de grupos estabelecidos para vender produtos e ideias. Assim ocorreu no
meio musical do estilo Rock in Roll.
O estético das roupas dos
rockers (pessoas que fazem rock – roqueiro é mais usado para quem ouve e é
adepto do Rock – se estiver errado neste conceito, agradeço a correção)
advindos em sua maioria das periferias de cidades e países arrasados pela 2ª.
Guerra. Roupas rasgadas por não terem dinheiro para comprar novas, usava as que
tinha até rasgarem-se. Eram remendadas e também adornadas para que dessem uma
cara nova – a criatividade é algo bom.
Alguns grupos de moda, começam
a bancar aquela juventude em seus estilo musical e utilizam a sua estética de
vestirem-se e os torna ícones do estilo. Vestir-se assim o fazia um rocker ou
roqueiro. Ele seria reconhecido na rua e virou um estilo. Até hoje muitas
empresas de vestuário sustentam o seu progresso a partir de algo que veio da
miséria.
Exemplos concretos: Punk (anos
70) expressão a banda Sex Pistols / Ramones
Heavy Metal
(69-80) Black Sabath e Iron Maiden
Apenas para citar alguns
exemplos.
Outra forma de dizer sobre a
moda ou modismo, foi o Satanismo. Cresceu no final dos anos 60 e adentrou nos
anos de 1970 dentro do Rock in Roll. O primeiro disco do Black Sabath trazia
uma cruz de ponta cabeça na contra capa. Causou o susto em Ozzy Osbourne e
demais membros da banda. Eles vinham de famílias cristãs e aquilo iria causar
escândalos entre os seus progenitores. A ideia veio do empresário que acalmou
Ozzy de que era moda usar os símbolos satânicos para vender discos. Eles não
precisavam sê-los de fato. Apenas manter a imagem. Pura estética, consumismo e
comercial.
Mas isso, ficou marcado na
mente dos mais conservadores e o Rock que nasce para ser sinal de contradição,
atinge o seu objetivo. Gerou preconceitos e “conversões”, intrigas e falácias,
lendas e mitos. Rompeu a crença e a descrença e chegou nos dias de hoje ainda
marcados por muitos dos conservadores e mentes insanas o estigma do preconceito
e dos ataques contra o estilo e seus promotores. O Rock paga o preço da
ganância da maioria dos empresários e rockers das grandes bandas que se
lançaram aos modismos de seus tempos.
Chega até nós e é difícil de
tirar essa pele ultrapassada, pois, as mesmas bandas atacadas e rechaçadas
possuem um trabalho bom e de integridade humana essenciais, que despertam para
o bom da vida e que nas mentes insanas são demonizadas.
O Rock não tem partido, embora
pareça ter marca e roupa...rótulos também. Por ser bom ou ruim, o Rock se
eterniza apesar dos preconceitos e más interpretações.
Há uma insanidade demoníaca
rondando certos humanos. Esses, que demonizam o Rock, reza a lenda que, são
ignorantes de cognitivo. Porque o conhecimento verdadeiro, para eles aparenta
ser o próprio Demônio (aquilo que remete ao Mal – que realmente existe e
impregna o homem).
Para não perder o costume
assistam aí o vídeo:
A Imagem é retirada do
Facebook neste link:
terça-feira, 3 de dezembro de 2019
[Crônicas da Vida] ELE SAIU
Alargou os passos, pois, já
estava perdendo o início de seu único padrão de alegria.
Intencionado apenas em ser feliz.
Não possuía vícios, apenas o desejo de ser feliz. E foi adentrando noite
adentro para curtir seu único padrão de alegria.
O gosto pela música que de longe
o atraía, não o entusiasmava. Porém, aquela alegria que, nela continha a quem
nenhuma alegria tinha no seu dia-a-dia, a sua mente não parava de acusar: “era
o seu único padrão de alegria, agora vá e volte no outro dia!”. Ele foi.
Não é o que se gosta, mas, é o
que se tem. Sua mãe também o dizia quando não queria comer algo não agradável
aos olhos ou ao paladar. Mas, ali se tratava do único alimento que seu prato
continha. Desprezar o que sacia a sua fome, diante de tanto desprezo que já
sentira nos olhos das autoridades só pelo fato de ser um pobre, seria
desrespeito a si mesmo. Comia e engolia sem vomitar.
Chegando ao foco do seu único
padrão de alegria, foi acolhido pela gritaria e correria...tentou voltar para
trás assustado, mas, a onda de gente o atingiu, sem prancha não pode surfar e,
dali sair com a sua vida mísera e desprezada.
Seu corpo estendido, agora
extinto virou capas de jornais e revistas. Se tornou tristeza para alguns
desprezados e esquecidos da sociedade. Para algumas classes de pessoas
privilegiadas, seu corpo frio, virou padrão de alegria.
Que ele não seja lembrado como
alguém que apanhou da vida. Mas que não seja mais desprezado pelos semelhantes
que lutam pelo verdadeiro bem e não são hipócritas como os que se alegram com o
findar do brilho de seu olhar. Que essa vida despejada nas vielas de seu lar,
possa trazer sentido de vida e alegria mais acolhedora e não exclusiva nas
estreitas estradas de quem por elas passarem em busca de uma vida feliz.
Que as classes geradoras de
desigualdade possam ter empatia e fazer mais do que acumular poder e riqueza considerando
que a única cultura prestável é a sua. Aprendam, de uma vez por todas, que a
cultura do acumulo, fere e mata a cultura daqueles que querem apenas ter prazer
em viver! Acredito que a lógica do seu acúmulo não deseja a morte de ninguém,
ou deseja?
IMAGEM RETIRADA DESSE LINK: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2019-12/nota-regional-sul1-cnbb-morte-jovens-paraisopolis.html
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