“Ide
contar a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos recuperam a vista, os
paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos
ressuscitam e os pobres são evangelizados. Feliz aquele que não se escandaliza por
causa de mim.” (Mt 11,4-5). E assim Jesus dá testemunho de si mesmo.
Esses
elementos que Jesus diz aos discípulos de João Batista são sinais de que Ele é
o Messias, esperado e anunciado por João. João não pode ter dúvidas de que ele
estava certo: Jesus é o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Nós,
cristãos batizados, em uma realidade tão surreal, de isenções e extremismos,
temos dúvidas de que Cristo Jesus é a cura para a nossa falta de visão,
paralisias, lepras, surdez, cultura de morte e pobreza promovida pela
desigualdade social cada vez mais adentrando a sociedade?
Com
certeza trata-se de uma alegria para o povo de Israel que por 800 anos esperou
esses sinais da presença do Salvador. João Batista, aprisionado pelas suas
convicções, como bom profeta e maior homem já nascido de mulher, alegra-se
porque o Cristo não o escandaliza.
O que
escandalizava o João Batista, era a hipocrisia de seus governantes, as
autoridades religiosas de seu povo, a violência e corrupção dos militares do império
romano, a miséria econômica e intelectual em que vivia o seu povo, o
radicalismo cego em que viviam os que podiam lançar luz para ajudar o povo a
sair de sua condição exploratória, e não o faziam.
O Cristo,
não escandalizava a João Batista. O Cristo com o seu intento de amor a Deus e
ao próximo, escandaliza os seus seguidores hoje? A mim que escrevo Jesus não
escandaliza. Jesus me atrai para continuar a sua missão de salvação para o
mundo. Amplifica o desejo divino de alegria e libertação para as suas
criaturas. Deus não quer as prisões da exploração.
O que
deveria escandalizar o ser humano não é o Cristo, mas, a fome, o desemprego, a
corrupção, a propina, a guerra, a violência, o Feminicídio, os vícios, o
preconceito, o racismo e tantos outros atos que degradam a dignidade do homem.
Afirma ao
Cristo verdadeiro e, faça negação àquilo que é contrariedade à vivência da
afirmação à Cristo.

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