Penso no bem a fazer,
mas faço o mal.
Digo te amar, mas te
odeio.
Quero despertar toda
manhã melhor.
Os atos que realizo,
me tornam pior que ontem.
A virtude que está em
mim, não se apresenta nos vícios que possuo.
Quero a vida pulsar
em meu horizonte.
Mas, transformo o
diante dos olhos, em ruínas de morte.
O meu presente, mata
o meu futuro.
Eu sou livre e faço o
que quero.
Me prendo nos erros e
seus grilhões me deixam mal.
Sou prisioneiro da
maldade.
A verdade dessa
realidade, não me libertou.
Será que quero ser
liberto? Ainda não me maltrata os grilhões.
As grades dessa
prisão é um monólogo de minha mente.
Eu só vejo a mentira
e a vivo no cotidiano.
Essa é a minha
verdade. Por que apenas eu a vejo?
Essa é a minha
verdade porque apenas eu a vejo.
Ela não me liberta,
fortalece os grilhões que não tenho força em arrebentá-los.
Que mundo é esse em
que vivo? Eu vivo?
Ó morte, obscura na
vida que levo.
Será a luz em que
vivo, escuridão que não me faz ver a realidade?
O mundo no horizonte
será luz verdadeira? Mas, o enxergo como um monstro.
A verdade me confunde
O obscuro me dá vida.
Viver é ser
perseguido? Por que tantos olhos me vigiam e apertam os grilhões?
Que perigo sou a
eles?
Atado estou nas
mentiras que vivo.
Ah, dúvida sem
dúvidas! Tenho certeza que sou a luz e a verdade.
Ah, estupidez
ignorante! Maltrata o homem e o abandona na escuridão.
Às cegas em seu
próprio ego, a falta de coerência aprisiona e escraviza.
Não há liberdade, não
há verdade, não há vida de fato. Somos todos prisioneiros da contradição.