Rasgaram nossas páginas
Arrasaram nossas capas
Pois, só sabiam matar
Os chamamos Suicidas, pois, não leram nossas páginas.
Agora rasgadas, somos lixo pelas estradas
Palavras esparsas lançadas ao vento.
Acumuladas em algum canto do País possam germinar e dar
frutos.
Rasgaram nossas páginas
Estupraram o conhecimento
Sem vergonha e sem contexto.
O agora, incerto de palavras, ao vento
Lincham para baixo do tapete
Sujeira que causaram.
Tornar-se-ão húmus para transformar a solidão em união.
Longe se vai pensamentos livres
Ao longe se lançam as palavras dispersas
Voam distantes, a sumir no horizonte da vida, histórias
várias.
Apressa-se! Apressa-se! Ainda há tempo de salvar o que
restou
Vá agora e salve o que ainda torna vivo o amontoado de
sentimentos e de vida!
Expresso em palavras, escritos por amor.
As páginas que me compõe expressam a humanidade em
construção.

Nenhum comentário:
Postar um comentário