domingo, 9 de fevereiro de 2020

CONTRADIÇÃO


Penso no bem a fazer, mas faço o mal.
Digo te amar, mas te odeio.

Quero despertar toda manhã melhor.
Os atos que realizo, me tornam pior que ontem.

A virtude que está em mim, não se apresenta nos vícios que possuo.

Quero a vida pulsar em meu horizonte.
Mas, transformo o diante dos olhos, em ruínas de morte.

O meu presente, mata o meu futuro.

Eu sou livre e faço o que quero.
Me prendo nos erros e seus grilhões me deixam mal.

Sou prisioneiro da maldade.
A verdade dessa realidade, não me libertou.

Será que quero ser liberto? Ainda não me maltrata os grilhões.

As grades dessa prisão é um monólogo de minha mente.
Eu só vejo a mentira e a vivo no cotidiano.

Essa é a minha verdade. Por que apenas eu a vejo?
Essa é a minha verdade porque apenas eu a vejo.
Ela não me liberta, fortalece os grilhões que não tenho força em arrebentá-los.

Que mundo é esse em que vivo? Eu vivo?

Ó morte, obscura na vida que levo.
Será a luz em que vivo, escuridão que não me faz ver a realidade?

O mundo no horizonte será luz verdadeira? Mas, o enxergo como um monstro.

A verdade me confunde
O obscuro me dá vida.

Viver é ser perseguido? Por que tantos olhos me vigiam e apertam os grilhões?

Que perigo sou a eles?
Atado estou nas mentiras que vivo.

Ah, dúvida sem dúvidas! Tenho certeza que sou a luz e a verdade.

Ah, estupidez ignorante! Maltrata o homem e o abandona na escuridão.
Às cegas em seu próprio ego, a falta de coerência aprisiona e escraviza.

Não há liberdade, não há verdade, não há vida de fato. Somos todos prisioneiros da contradição.

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