Reflexão 3º. Domingo do Tempo Comum Ano A (25 de janeiro de 2026) por Padre Rogério Zenateli
O verbo estabelecer indica firmar. Jesus firma no evangelho de Mateus (4,12-23) uma nova morada, de Nazaré firma morada em Cafarnaum e ali firma o início da sua missão ao saber que João Batista estava privado de liberdade pela injustiça de Herodes.
O anúncio de Cristo é claro: “Convertei-vos, porque o Reino de Deus está próximo” (Mt 4,17). Jesus não firma apenas uma morada física, Ele quer fixar-se de forma plena na humanidade. Assim, logo em seguida, Ele vai formando seu grupo de amigos discípulos que posteriormente se tornam também amigos discípulos missionários, como Ele, continuando a sua presença no mundo.
Os discípulos missionários de Jesus assumem a sua vida, obra e missão com fidelidade, continuando o que Ele mesmo iniciou na fidelidade decisiva ao estabelecer em Cafarnaum. Esses amigos discípulos ao formar novos discípulos sempre os alertavam para não se distanciarem da fidelidade a Cristo e não idolatrarem o discípulo missionário que não é digno de honrarias (cf. 1Cor 1,10-13.17 – segunda Leitura).
Trocar o autor da mensagem pelo mensageiro é erro grosseiro do cristão. Só Cristo tem o dom de nos salvar, libertar, conduzir à luz e realizar toda a justiça de Deus sobre a humanidade que jaz à sombra do erro do pecado e da morte. Assim, em Jesus Cristo, a Palavra Encarnada que, Deus arma e firma a sua tenda entre os homens.
Que Deus inspire nos cristãos os bons
propósitos de uma fidelidade Cristocêntrica e não idolátrica aos seus enviados.
Que todos possam enxergar no ministério da Igreja e seus ministros, o dom de
Deus e O reverencie como Aquele que através dela é luz, salvação e proteção da
humanidade (cf. Sl 26 (27)).

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