terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Reflexão do Evangelho de Marcos 5,21-43

(por Padre Rogério Zenateli - 03.02.2026)

Fé, palavra curta, porém, causadora de grandes benefícios à humanidade. Para muitos é uma ferramenta. Por isso, um alerta: não podemos limitar a fé como mecanismo ou moeda de troca com Deus. Deus e a graça não são produtos de supermercado.

 

A fé é uma virtude. Jesus se alegra com a fé dos que o buscam. Quantas e quantas vezes Jesus elogia as pessoas pela fé que possuem e igualmente critica os que não possuem fé. O contrário de virtude é o vício.

 

A fé é virtude teologal, ou seja, que vem de Deus para o homem, assim como as outras duas virtudes: esperança e a caridade (amor). E a partir dessas três virtudes, é derivada outras virtudes que fazem parte da natureza humana.

 

Temos dois casos de fé nesta perícope de hoje. Marcos catequiza a sua comunidade e salienta que é necessário alimentar a nossa fé em Cristo. O medo e a descrença, tem lugar no evangelho de hoje para mostrar que o nosso relacionamento com Deus deve ser de fé e não pautado pelo medo e as incertezas.

 

Jesus nos ensina que a fé é uma condição que responde ao amor que Deus tem por todos. A fé não é ferramenta, é resposta ao amor de Deus que, nos dá a vida e nos cerca de carinhos. Ao pedir ao povo sem fé para não o acompanhar nos alerta: possuir medos e inseguranças na fé, não permite contemplar as graças de Deus ocorrendo no dia a dia.

 

Peçamos a Deus a sensibilidade para enxergar, pela virtude da fé, as suas maravilhas que ocorrem no cotidiano da vida.

Foto: Equipe Litúrgica da Missa de 25 de janeiro de 2026 na Capela Santa Luzia, Cecap de Igaraçu do Tietê..

Nenhum comentário: