Fé, palavra curta, porém,
causadora de grandes benefícios à humanidade. Para muitos é uma ferramenta. Por
isso, um alerta: não podemos limitar a fé como mecanismo ou moeda de troca com
Deus. Deus e a graça não são produtos de supermercado.
A fé é uma virtude. Jesus
se alegra com a fé dos que o buscam. Quantas e quantas vezes Jesus elogia as
pessoas pela fé que possuem e igualmente critica os que não possuem fé. O
contrário de virtude é o vício.
A fé é virtude teologal,
ou seja, que vem de Deus para o homem, assim como as outras duas virtudes:
esperança e a caridade (amor). E a partir dessas três virtudes, é derivada
outras virtudes que fazem parte da natureza humana.
Temos dois casos de fé
nesta perícope de hoje. Marcos catequiza a sua comunidade e salienta que é
necessário alimentar a nossa fé em Cristo. O medo e a descrença, tem lugar no
evangelho de hoje para mostrar que o nosso relacionamento com Deus deve ser de
fé e não pautado pelo medo e as incertezas.
Jesus nos ensina que a fé
é uma condição que responde ao amor que Deus tem por todos. A fé não é
ferramenta, é resposta ao amor de Deus que, nos dá a vida e nos cerca de
carinhos. Ao pedir ao povo sem fé para não o acompanhar nos alerta: possuir
medos e inseguranças na fé, não permite contemplar as graças de Deus ocorrendo
no dia a dia.
Peçamos a Deus a sensibilidade para enxergar, pela virtude da fé, as suas maravilhas que ocorrem no cotidiano da vida.

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