sábado, 27 de outubro de 2012

Drogas, liberar ou combater?


A nossa sociedade sofre atualmente grandes influencias do tráfico e uso de drogas, uma realidade cada vez mais frequente entre adolescentes, jovens e adultos...em alguns casos pais de famílias.

Uma triste realidade onde, num mundo bem informado e lançado campanhas no passado e presente, não garante um futuro sem esse mal pessoal e social. O que fazer então? Continuar combatendo e ou liberar de vez?

Quando a procura cresce, a demanda tende a ser escrava da procura, assim, não só a procura aumenta, mas, o que está à volta também cresce. Quando fazemos o bem esse bem cresce, quando fazemos o mal, o também cresce! Aí temos as grandes ocorrências do mal com relação ao uso e tráfico de drogas. O bem em usar e traficar? Ainda não consegui enxergar, talvez alguém possa me dar uma luz!

O que vejo são apenas, adolescentes, jovens e pais de famílias perdendo a sua dignidade humana; perdendo filhos e pais para a escravidão das drogas; a morte prematura de muitos, e inclusive de inocentes, vítimas dos tráficos e consumo e tantas outras atrocidades que toda essa atimosfera envolve.

De um pecado pessoal à um pecado social. Sim o pecado do usuário e ou do traficante se transforma um pecado da sociedade, assim, não temos um culpado por isso, mas, todos somos responsáveis uns pelos outros. Se o mal está sendo dissimulado pelo mundo, como cristãos, somos culpados, pois, será que estamos fazendo a nossa parte em impregnar o mundo com os valores do Reino? Ou o que fazemos ainda é pouco? A família e a juventude precisam ser valorizadas em nossa sociedade, no entanto, por mais que nos esforçamos, parece que estas classes preferem o mal do que o bem. Mas, devemos desistir de fazer a nossa parte?

Assim também as autoridades desse mundo lançam suas campanhas e lutas contra o tráfico e o uso de drogas, mas, os anos que isso vem sido feito, parecem que de nada adiantar, pois, apenas cresce o número de consumidores e traficantes e, por mais que construam presídios e tantos outros locais governamentais para a ressocialização dessa camada da população, mais elas se tornam insuficientes. Mas, o fracasso da luta é sinal de desistência das autoridades?

É preciso Igreja e governos repensarem a forma de agir e tratar essa triste realidade. Criar meios de sanar o problema pela raiz e não só criar órgãos e organismos que exclui, cria preconceitos e geram a indignidade humana e a falta de compromisso com o próximo e apenas meios arbitrários de se fazer justiça (ou cometer a injustiças).
Com o aumento do consumo de drogas e tráfico, aumentam-se os roubos e furtos e danos materiais e psicológicos (pois gera-se o medo nas pessoas e outros traumas) em todos os níveis sociais.

Atualmente discute-se no governo a liberação de algumas drogas para o consumo (no caso a maconha), com o argumento de que os gastos ao combate são enormes e não resolvem a situação. Não seria a escolha mais fácil a fazer? No entanto, estão analisando a questão no ponto de vista humano e do progresso do homem em seu todo e não apenas no seu bem material e econômico? Pode ser que não vamos mais ter notícias de assassinatos e “balas perdidas” por ocasião de tiroteios entre traficantes e policiais, que matam mais que as guerras entre os povos. Mas, continuaria e aumentaria outro tipo de morte na sociedade a da consciência e da dignidade perdida e ai, o problema não seria resolvido da mesma forma.

Há varias outras saídas e não só a desistência do combate. Temos que desistir sim da violência de como isso é combatido! Pois o combate não está apenas na ação corpo a corpo, mas, há também aquele combate que o próprio traficante e usuário faz em seu favor: furtos e roubos, forçando a sociedade a deixar que o seu pecado deixe de ser pecado, para se tornar a sua liberdade de ir e vir e fazer o que quiser de sua vida. Mas, infelizmente eles ainda não entendem que o mal que fazem para si, repercute em todos nós. E mesmo que seja liberado, não deixar de ser um mal.

Pensemos, observamos nossas igrejas sendo arrombadas. Dinheiro suado de trabalhadores honestos e que, com sacrifício, tiram do lazer e conforto de seus lares e filhos para poder colaborar com a Igreja por acreditar que ela seja luz e motivo para um mundo melhor e mais humano.

Assim como a muitos contribuintes honestos, pais de famílias e empresários que colaboram com o progresso da humanidade com o seu trabalho honesto, e que ainda acreditam num governo que luta pelos seus direitos e não por benefícios próprios e que não patrocinam a indústria do crime com leis hipócritas, gerando assim a fábrica do medo e da insegurança pública e social.

Drogas, liberar ou combater? Qual o nosso verdadeiro compromisso? Qual o meu verdadeiro e único compromisso? Tudo posso, mas, nem tudo me convém...


Dados da Imagem: Capa do Livro "A Ilusão das Drogas" de Ivan Shimidt - retirado do site: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-445392300-a-iluso-das-drogas-ivan-shimidt-6-edico-_JM?redirectedFromParent=MLB436222426 em 27 de outubro de 2012. 

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