No final do mês de setembro houve
o XVIII Congresso da Pastoral Familiar do Regional Sul 1 da CNBB em nossa
Arquidiocese. O evento foi muito importante não só para a Pastoral Familiar,
mas, para toda a Igreja.
Em uma das palestras, Dom
Edmilson, Bispo de Barretos, falou da Festa, pois o tema do Congresso era: “A
família, festa, trabalho e fé”. E um dos pontos que ressalto, uma vez que,
chamou a atenção e não apenas a minha, foi esse sentido de Festa como ação litúrgica
na Igreja.
O bispo levou em consideração as
festividades do Antigo Testamento e o seu sentido de festa para o Novo
Testamento com o advento de Cristo Jesus, dando sentido explícito à festa como
meio de estar com Deus e Deus estar com o povo. Fazer festa é estar com Deus
num espaço/momento celebrativo daquilo que são ações de Deus no meio de seu
povo. E, com o seu povo escolhido!
Viver a Festa consiste neste caso
agradecer a Deus pelos feitos, assim, a maior festa cristã que é a Missa, deve
ter nas famílias e nas comunidades um resgate de seu valor e sentido! Pois, a
família que vai à missa, é uma família missionária, pois preserva e reconhece o
valor de Deus na vida familiar. O ir à missa significa ser missionário, pois,
testemunha não uma obrigação, mas ressalta o valor da Festa, ou seja, de se
comemorar a ação de Deus no seio familiar. Por isso, o Domingo ser um dia
dedicado ao Senhor e para a convivência familiar. Deve se tornar um momento de
catequese familiar: rezar juntos, se alegrarem, comemorarem na mesa a união
conjugal e convivência com os filhos, entre outros tantos motivos que elevam o
encontro da família.
Sempre acreditei que o Domingo
deveria ser um dia consagrado. Viver e aproveita-lo para a convivência,
primeiro com Deus e, em família. Convidar os amigos a prestigiarem agradecendo
e comemorando juntos as conquistas e, também, porque não, as derrotas da
semana, a fim de que levando em conta que os erros são oportunidades de se
viver os acertos na luta diária de um pai e de uma mãe.
Projetos de vida familiar devem
ser explícitos e incentivados constantemente pois, vivemos uma sociedade
marcada por constantes transformações que vão engolindo a convivência familiar
e fraternal, levando o ser humano a esquecer o seu lugar na própria sociedade, dando
margem maior para a ganância, a exploração do homem pelo homem, a escravidão
aos bens materiais, e se esquecendo dos bens que humanizam e geram o verdadeiro
progresso e prosperidade da nação e das famílias.
Infelizmente a humanidade tomou
para si uma visão um tanto materialista e individualista do que sejam progresso
e prosperidade humana. Se atém apenas ao material e não ao humano em si. Não se
valoriza o tempo com a família, apenas com as máquinas e tecnologias para gerar
ganho. Ganha-se matéria, perde-se o essencial. Passar o Domingo com a família,
não tem preço, aliás, é caro, quando não se fica em família.
O pai e a mãe que não dão carinho
e atenção aos filhos favorecem os traficantes e outras pessoas de má índole e, com
valores extremamente geradores de frustrações tomam posse de seus filhos. Por
isso, ser uma família missionária é ir ser testemunha da felicidade festejando
o tempo em convívio com Deus e em família. Consagremos o Domingo como um dia
também da família, para a convivência familiar. Vamos valorizar o estar com
Deus e com pessoas que amamos verdadeiramente.
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