sábado, 13 de outubro de 2012

Família missionária, como?


No final do mês de setembro houve o XVIII Congresso da Pastoral Familiar do Regional Sul 1 da CNBB em nossa Arquidiocese. O evento foi muito importante não só para a Pastoral Familiar, mas, para toda a Igreja.

Em uma das palestras, Dom Edmilson, Bispo de Barretos, falou da Festa, pois o tema do Congresso era: “A família, festa, trabalho e fé”. E um dos pontos que ressalto, uma vez que, chamou a atenção e não apenas a minha, foi esse sentido de Festa como ação litúrgica na Igreja.

O bispo levou em consideração as festividades do Antigo Testamento e o seu sentido de festa para o Novo Testamento com o advento de Cristo Jesus, dando sentido explícito à festa como meio de estar com Deus e Deus estar com o povo. Fazer festa é estar com Deus num espaço/momento celebrativo daquilo que são ações de Deus no meio de seu povo. E, com o seu povo escolhido!

Viver a Festa consiste neste caso agradecer a Deus pelos feitos, assim, a maior festa cristã que é a Missa, deve ter nas famílias e nas comunidades um resgate de seu valor e sentido! Pois, a família que vai à missa, é uma família missionária, pois preserva e reconhece o valor de Deus na vida familiar. O ir à missa significa ser missionário, pois, testemunha não uma obrigação, mas ressalta o valor da Festa, ou seja, de se comemorar a ação de Deus no seio familiar. Por isso, o Domingo ser um dia dedicado ao Senhor e para a convivência familiar. Deve se tornar um momento de catequese familiar: rezar juntos, se alegrarem, comemorarem na mesa a união conjugal e convivência com os filhos, entre outros tantos motivos que elevam o encontro da família.

Sempre acreditei que o Domingo deveria ser um dia consagrado. Viver e aproveita-lo para a convivência, primeiro com Deus e, em família. Convidar os amigos a prestigiarem agradecendo e comemorando juntos as conquistas e, também, porque não, as derrotas da semana, a fim de que levando em conta que os erros são oportunidades de se viver os acertos na luta diária de um pai e de uma mãe.

Projetos de vida familiar devem ser explícitos e incentivados constantemente pois, vivemos uma sociedade marcada por constantes transformações que vão engolindo a convivência familiar e fraternal, levando o ser humano a esquecer o seu lugar na própria sociedade, dando margem maior para a ganância, a exploração do homem pelo homem, a escravidão aos bens materiais, e se esquecendo dos bens que humanizam e geram o verdadeiro progresso e prosperidade da nação e das famílias.

Infelizmente a humanidade tomou para si uma visão um tanto materialista e individualista do que sejam progresso e prosperidade humana. Se atém apenas ao material e não ao humano em si. Não se valoriza o tempo com a família, apenas com as máquinas e tecnologias para gerar ganho. Ganha-se matéria, perde-se o essencial. Passar o Domingo com a família, não tem preço, aliás, é caro, quando não se fica em família.

O pai e a mãe que não dão carinho e atenção aos filhos favorecem os traficantes e outras pessoas de má índole e, com valores extremamente geradores de frustrações tomam posse de seus filhos. Por isso, ser uma família missionária é ir ser testemunha da felicidade festejando o tempo em convívio com Deus e em família. Consagremos o Domingo como um dia também da família, para a convivência familiar. Vamos valorizar o estar com Deus e com pessoas que amamos verdadeiramente.

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