domingo, 5 de janeiro de 2020

EPIFANIA

O coração (ser) dos homens é um cofre. Nele se deposita o seu tesouro: Jesus, o Salvador. Esse tesouro trazemos em cofre de barro. Pois, deve ser compartilhado a todos. Não é um tesouro para se reter e, sim, para compartilhar.

A festividade da Epifania do Senhor é justamente essa apresentação do Senhor como salvador a todos os povos, raças e culturas. Ninguém deve deter essa graça para si, pois, o mesmo Senhor não é uma graça exclusiva. A salvação é graça que Deus deseja ampliar desde o povo eleito à todos os povos (primeira leitura), formar assim um só povo apesar da diversidade.

Os magos (astrólogos) representam, na exegese bíblica, a universalidade dos povos à quem a notícia do Salvador deve chegar e Jesus é a estrela que ilumina a todos.

Deus quer constituir com a humanidade uma harmonia que se expressa pela Igreja. Por isso, ela não deve se comportar como divisora, mas, unificadora dos povos. Por isso não cultua o individualismo, mas a comunidade. A fim de contemplar em si mesma a unidade que o Pai anseia no Filho pela ação do Espírito Santo.

A manifestação do Cristo para os povos há de ser um meio de respeito mútuo. A imposição não é um direito da Igreja e de ninguém. Jesus é uma proposta e resposta à paz que todos querem. Essa paz vinda da unidade na diversidade.

Estreitar laços foi o que o Cristo fez e continua fazendo com a ação da Igreja no mundo. A presença da Igreja nos povos, deve ser a da luz que surge no horizonte para trazer a glória sobre todos.

A Igreja é luz e não trevas. Deve ser exemplo de unidade em si mesma, se isso não ocorre é preciso lançar crítica às suas estruturas e forma de agir no meio do mundo. Pois, dividida não pode clarear o rebanho e ele se dispersa na escuridão. Os poderosos agem assim. Mas, na Igreja não deve ser assim!

A salvação é um tesouro para todos. Por isso, é guardado em vasos de barros assim todos tem acesso. É um tesouro que não extingue, multiplica-se. Quando mais é deixado à disposição mais ele multiplica-se e surte o seu efeito enriquecedor da vida humana sobre o mundo.

Como cristãos manifestamos o Cristo a todos, testemunhemos nossa fé diante dos homens não apenas em palavras, o mais importante é testemunha-la com ações que manifeste o Cristo vivo em nosso meio para que todos se alegrem.

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