O coração (ser) dos homens é um
cofre. Nele se deposita o seu tesouro: Jesus, o Salvador. Esse tesouro trazemos
em cofre de barro. Pois, deve ser compartilhado a todos. Não é um tesouro para
se reter e, sim, para compartilhar.
A festividade da Epifania do
Senhor é justamente essa apresentação do Senhor como salvador a todos os povos,
raças e culturas. Ninguém deve deter essa graça para si, pois, o mesmo Senhor
não é uma graça exclusiva. A salvação é graça que Deus deseja ampliar desde o
povo eleito à todos os povos (primeira leitura), formar assim um só povo apesar
da diversidade.
Os magos (astrólogos) representam,
na exegese bíblica, a universalidade dos povos à quem a notícia do Salvador
deve chegar e Jesus é a estrela que ilumina a todos.
Deus quer constituir com a
humanidade uma harmonia que se expressa pela Igreja. Por isso, ela não deve se
comportar como divisora, mas, unificadora dos povos. Por isso não cultua o
individualismo, mas a comunidade. A fim de contemplar em si mesma a unidade que
o Pai anseia no Filho pela ação do Espírito Santo.
A manifestação do Cristo para os
povos há de ser um meio de respeito mútuo. A imposição não é um direito da
Igreja e de ninguém. Jesus é uma proposta e resposta à paz que todos querem.
Essa paz vinda da unidade na diversidade.
Estreitar laços foi o que o
Cristo fez e continua fazendo com a ação da Igreja no mundo. A presença da
Igreja nos povos, deve ser a da luz que surge no horizonte para trazer a glória
sobre todos.
A Igreja é luz e não trevas. Deve
ser exemplo de unidade em si mesma, se isso não ocorre é preciso lançar crítica
às suas estruturas e forma de agir no meio do mundo. Pois, dividida não pode
clarear o rebanho e ele se dispersa na escuridão. Os poderosos agem assim. Mas,
na Igreja não deve ser assim!
A salvação é um tesouro para
todos. Por isso, é guardado em vasos de barros assim todos tem acesso. É um
tesouro que não extingue, multiplica-se. Quando mais é deixado à disposição
mais ele multiplica-se e surte o seu efeito enriquecedor da vida humana sobre o
mundo.
Como cristãos manifestamos o
Cristo a todos, testemunhemos nossa fé diante dos homens não apenas em
palavras, o mais importante é testemunha-la com ações que manifeste o Cristo
vivo em nosso meio para que todos se alegrem.

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