quarta-feira, 11 de março de 2020

ESTRADAS

Histórias várias por esses caminhos.
Trincheiras abertas pela civilização,
adentram pela flora e fauna desse cerrado.

Asfalto, pedras, poeiras.

Madeira, café, gado, hortaliças, canaviais...
Homens, mulheres, crianças
movimentam sinas e sinais;
adulam o indivíduo e o coletivo.

Esmagam indiferentes outros passados e inventam novos futuros em mesma forma.
Vindouro cansado presente:
violências, desprezos e mortes.

Há entre os transeuntes quem com esperança não desespera.
Espera, espera, expira ...

Poeira no rosto, descaso no olhar e assim se vai a longa estrada, adentrando os humanos e suas histórias.

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