Foi declinando ao fim da tarde os sonhos de um dia
Foi manifestando no horizonte o desejo de mais um dia
Foi surgindo sobre os montes as cores da noite
Entre afagos e sussurros o amor foi tecendo o gozo de um
beijo.
Foi manifestando o prazer pela companhia o fim do dia
Foi sonhando mais um dia que o eternamente surgia
Foi radiante o horizonte de mais uma noite
Entre os carinhos tecidos pelas mãos, o rosto sorriu a
paixão.
Foi manifestando na claridade artificial a vida
improvisada
Foi declaradamente indevida a submissão do sonho à
realidade
Foi decididamente inoportuno a individualidade
Entre o artificial e o superficial aprofundou a dor.
Foi ardentemente paixão quando o dia se entregou à noite
Foi descuidadamente adentrado o germe de vida
Foi decididamente sem culpa, o rebento da paixão
Entre o sorriso e a lágrima, nasce a fertilidade.
Foi declinando o dia que pereceu os sonhos
Foi declinando a noite que pereceu a realidade
Foi declinando a madrugada que o gozo sorriu a vida
Entre o findar da noite e raiar o dia que, venceu a
alegria.
Foi declarando amor que a alegria rasgou o choro
Foi declarando carinhos que as mãos destruíram a dor
Foi derramando sinceridade que felicidade é paixão
Entre os choros a nova vida não rompeu o gozo.

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