Evangelho Jo 7, 1-2.10.25-30
Estranho essa passagem da vida de Jesus que João nos relata.
Jesus vai de forma escondido para a Festa das Tendas em Jerusalém. Jesus a essa
altura de sua história de fidelidade ao amor a Deus e ao próximo, é sentenciado
à morte.
A sentença de Jesus à morte não se dá ao fato da realização de
suas boas obras neste desenrolar de amor a Deus e ao ser humano. Mas, porque o
seu amor a Deus e ao próximo levou ele a não se corromper com e como os
poderosos de sua época. Não jogou o jogo do poder e, sim o jogo de amar e zelar
pela vida dos seus.
Jesus sofre a perseguição porque não conseguiam enxergar a
sua verdadeira face. O viam apenas um contraventor, uma pessoa rebelde contra o
sistema corrupto. Que contrária as regras do jogo. Mas, Jesus não veio para contrariar
a Lei, veio dar-lhe pleno cumprimento.
Quero agora usar um exemplo bem simples para entendermos esse
relato: você está trafegando com seu carro por uma rodovia, e passa pela placa
de limite de velocidade. Essa placa representa a lei de trânsito que você deve
respeitar. Diminuir a velocidade, senão você poderá ser multado e o será se ali
houver um guarda de transito e ou um radar. A placa te lembra que você tem que
diminuir a velocidade, não por conta de que você irá ser multado, mas porque,
ao diminuir a velocidade você preserva a sua vida e a vida dos outros. Aquele
limite estipulado foi para preservar a sua vida e não para ganhar dinheiro caso
você não obedeça.
As leis do Senhor são para preservar a nossa vida, não são
para nos limitar a vida, a nossa liberdade. Jesus estava condenado à morte
porque deva à lei a sua plena autoridade. Haviam deturpado o sentido da lei e
as poucas pessoas que as respeitavam a faziam por uma obrigação e não por um
amor à vida. No caso por amor a Deus e ao próximo.
Estavam corrompidos que achavam viver daquela forma normal, quando
surge alguém com uma forma de interpretar e viver a lei diferente, eles não
conseguem enxergar a realidade da pessoa. Que diante deles não está alguém que
os quer derrotar, mas, sim, alguém que os ama e os quer salvar de suas
misérias.
Enxergam Jesus de uma outra forma e o consideram um inimigo
perigoso que o melhor para todos é que ele esteja morto do que vivo. Jesus quer
transformar de forma integra o homem e a sua vida em sociedade como fez no símbolo
da transformação da água em vinho na festa de casamento em Caná. Ele quer
transformar a realidade de tristeza que o homem vive em alegria de viver,
apesar dos pesares. Assim mudando a forma da pessoa ver o mundo, transforme a
realidade individual e a coletiva.

Nenhum comentário:
Postar um comentário