sexta-feira, 27 de março de 2020

O jogo de amar


Evangelho Jo 7, 1-2.10.25-30

Estranho essa passagem da vida de Jesus que João nos relata. Jesus vai de forma escondido para a Festa das Tendas em Jerusalém. Jesus a essa altura de sua história de fidelidade ao amor a Deus e ao próximo, é sentenciado à morte.

A sentença de Jesus à morte não se dá ao fato da realização de suas boas obras neste desenrolar de amor a Deus e ao ser humano. Mas, porque o seu amor a Deus e ao próximo levou ele a não se corromper com e como os poderosos de sua época. Não jogou o jogo do poder e, sim o jogo de amar e zelar pela vida dos seus.

Jesus sofre a perseguição porque não conseguiam enxergar a sua verdadeira face. O viam apenas um contraventor, uma pessoa rebelde contra o sistema corrupto. Que contrária as regras do jogo. Mas, Jesus não veio para contrariar a Lei, veio dar-lhe pleno cumprimento. 

Quero agora usar um exemplo bem simples para entendermos esse relato: você está trafegando com seu carro por uma rodovia, e passa pela placa de limite de velocidade. Essa placa representa a lei de trânsito que você deve respeitar. Diminuir a velocidade, senão você poderá ser multado e o será se ali houver um guarda de transito e ou um radar. A placa te lembra que você tem que diminuir a velocidade, não por conta de que você irá ser multado, mas porque, ao diminuir a velocidade você preserva a sua vida e a vida dos outros. Aquele limite estipulado foi para preservar a sua vida e não para ganhar dinheiro caso você não obedeça. 

As leis do Senhor são para preservar a nossa vida, não são para nos limitar a vida, a nossa liberdade. Jesus estava condenado à morte porque deva à lei a sua plena autoridade. Haviam deturpado o sentido da lei e as poucas pessoas que as respeitavam a faziam por uma obrigação e não por um amor à vida. No caso por amor a Deus e ao próximo. 

Estavam corrompidos que achavam viver daquela forma normal, quando surge alguém com uma forma de interpretar e viver a lei diferente, eles não conseguem enxergar a realidade da pessoa. Que diante deles não está alguém que os quer derrotar, mas, sim, alguém que os ama e os quer salvar de suas misérias. 

Enxergam Jesus de uma outra forma e o consideram um inimigo perigoso que o melhor para todos é que ele esteja morto do que vivo. Jesus quer transformar de forma integra o homem e a sua vida em sociedade como fez no símbolo da transformação da água em vinho na festa de casamento em Caná. Ele quer transformar a realidade de tristeza que o homem vive em alegria de viver, apesar dos pesares. Assim mudando a forma da pessoa ver o mundo, transforme a realidade individual e a coletiva. 

Nos deixemos ser conduzidos pelo verdadeiro rosto de Jesus, que muitas e muitas vezes se mostra nos mais fragilizados, porém, não enfraquecidos, pois, esses possuem sua fortaleza em Deus. A fé transforma as realidades caducas desse mundo. E, nos dá vida em plenitude.

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