quarta-feira, 11 de março de 2020

O Ipê e a Paineira


Sentem a brisa e os ventos suas folhas balançarem.
Lançam seus braços para o alto

Mesclam o azul do horizonte céu e verdes capins adocicados terra com os tons de suas flores.
Desabrocham no ar as cores e sêmens em flores enamorados de abelhas e outros insetos lançados em paixões de seu colorido.

O ipê e a paineira em riste se erguem a beira do caminho.
Entulham viajantes e peregrinos que se prendem em seus troncos andantes no mínimo, perdidos ao máximo.
Mau sabem o que de força inspiram os ventos a agitar suas folhas cabeleiras ao ar.

Faz cantarolar o assovio dos ventos entre os galhos em acenos.
Vendo todos passarem e nem sempre retornarem.

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