A conversão é fruto de um
encontro com a pessoa de Jesus. O cristão é um ser profundo na vida da
humanidade por ter tido primeiramente um encontro com Jesus. Esse encontro o
transforma.
O encontro com Jesus dispõe à conversão.
Diante de Jesus, a pessoa está exposta a um nova forma de viver a existência:
na verdade, no bem ao semelhante.
Há o reconhecimento que a vida
anterior ao encontro não era essencial. A proposta de vida que surge a partir
do encontro com o Senhor, possui sentido existencial. Cede assim a vida nova,
verdadeira, plena.
A Liturgia da Palavra do 4º.
Domingo da Páscoa, proposta do Ano A, remete a essa intenção de conversão.
Trata-se de uma catequese pós Páscoa, àqueles que ainda não reconhecem Jesus
como o Messias, o Salvador.
Quando Pedro fala do acontecido a
Jesus motivado pelos líderes religiosos e chefes do povo, os judeus que estavam
ouvindo o discurso, reconhecem o erro e, querem fazer a reparação desse fato. Temos
aqui o primeiro objeto de perdão: o reconhecimento do erro, a confissão. Após
vem o passo da conversão: a reparação; por último o discipulado: o homem é
chamado a viver a vida de Jesus, fazer parte do seu redil.
Para ser discípulo de Jesus, é
preciso querer ser missionário de Jesus, viver como ele viveu. Imitar suas
ações ante a sua realidade. Não se deixar corromper com o mal e não viver a
hipocrisia. É negar a viver a existência antiga, pois, Jesus é uma porta
(passagem) aberta para uma existência nova. Forjada no amor sincero e não
obrigatório a Deus e ao próximo.
O conhecer a Jesus e entrar na vida
nova por uma via que não seja Ele, é ser ladrão e assaltante. Ou seja, conhecer
Jesus e não se converter e fazer parte do seu rebanho (seu número de discípulos
missionários) é hipocrisia; não é viver a nova existência.
A pessoa, dentro do rebanho que, não
segue a voz de Jesus, é ladrão. Não é seu discípulo missionário, não assumiu a
vida nova. Por isso, não reconhece ainda a autoridade do Senhor sobre a sua existência.
Não quer a nova existência da proposta de vida plena de Jesus. Dentre tantas
vozes, escutamos e obedecemos a voz de nosso pastor, ou de quem ainda não se
converteu verdadeiramente? Estamos sendo verdadeiros cristãos?

Nenhum comentário:
Postar um comentário