sábado, 2 de maio de 2020

A PORTA, A CONVERSÃO E A MISSÃO



A conversão é fruto de um encontro com a pessoa de Jesus. O cristão é um ser profundo na vida da humanidade por ter tido primeiramente um encontro com Jesus. Esse encontro o transforma.

O encontro com Jesus dispõe à conversão. Diante de Jesus, a pessoa está exposta a um nova forma de viver a existência: na verdade, no bem ao semelhante.

Há o reconhecimento que a vida anterior ao encontro não era essencial. A proposta de vida que surge a partir do encontro com o Senhor, possui sentido existencial. Cede assim a vida nova, verdadeira, plena.

A Liturgia da Palavra do 4º. Domingo da Páscoa, proposta do Ano A, remete a essa intenção de conversão. Trata-se de uma catequese pós Páscoa, àqueles que ainda não reconhecem Jesus como o Messias, o Salvador.

Quando Pedro fala do acontecido a Jesus motivado pelos líderes religiosos e chefes do povo, os judeus que estavam ouvindo o discurso, reconhecem o erro e, querem fazer a reparação desse fato. Temos aqui o primeiro objeto de perdão: o reconhecimento do erro, a confissão. Após vem o passo da conversão: a reparação; por último o discipulado: o homem é chamado a viver a vida de Jesus, fazer parte do seu redil.

Para ser discípulo de Jesus, é preciso querer ser missionário de Jesus, viver como ele viveu. Imitar suas ações ante a sua realidade. Não se deixar corromper com o mal e não viver a hipocrisia. É negar a viver a existência antiga, pois, Jesus é uma porta (passagem) aberta para uma existência nova. Forjada no amor sincero e não obrigatório a Deus e ao próximo.

O conhecer a Jesus e entrar na vida nova por uma via que não seja Ele, é ser ladrão e assaltante. Ou seja, conhecer Jesus e não se converter e fazer parte do seu rebanho (seu número de discípulos missionários) é hipocrisia; não é viver a nova existência.

A pessoa, dentro do rebanho que, não segue a voz de Jesus, é ladrão. Não é seu discípulo missionário, não assumiu a vida nova. Por isso, não reconhece ainda a autoridade do Senhor sobre a sua existência. Não quer a nova existência da proposta de vida plena de Jesus. Dentre tantas vozes, escutamos e obedecemos a voz de nosso pastor, ou de quem ainda não se converteu verdadeiramente? Estamos sendo verdadeiros cristãos?

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