A sua vida não estava indo bem. Crise existencial e econômica.
Já não tinha muita perspectiva em um “plano B” para se suster.
Ela foi então aconselhar-se às profissionais do corpo. Nada
melhor do que esses para saber o que fazer com a atual nudez.
Nessas conversas, percebeu que, na periferia da cidade ela
tinha que manter a sua boa imagem. No entanto, era no “centrão” da cidade que
ela ganharia muito mais.
Saiu em direção ao centro, traindo os próprios princípios ante
a frágil e insustentável estrutura que gerou confusa e alterada por falta de
recursos e medo de encarar a verdade de sua queda. Preferindo manchar-se do que
redefinir-se com equidade e dignidade.

Nenhum comentário:
Postar um comentário