O
que há escondido quando se elege alguém para nos representar? Antes de tudo,
com toda certeza, é esperança em tempos melhores a todos, na melhor das hipóteses.
Porém, veridicamente, isso ocorre?
Nas
campanhas, o comum para todos, mesmo que sectário, é exaltado nas promessas. O
malabarismo para mostrar que, o candidato ao executivo, se esforçará para unir
os seguimentos e construir um município, um estado, um País forte e soberano,
expressa-se.
Consegue
com o marketing a preservação da imagem acima. Quem é das “antigas” sabe muito
bem como é melhorar uma imagem distorcida em TV aberta fora de sintonia.
Ataques não faltam. Oponentes lutam entre si e sobressai quem melhor preserva a
imagem. Na disputa final, surgem apoio e torcida aos dois últimos oponentes dos
que concorriam ao mesmo prêmio – a fim de repartir o pão. O jogo é antigo, deveria
estar em desuso mas, a eles, é divertido e ajuda-os manter na arena mesmo com a
imagem distorcida.
É
uma conjunção carnal: uma só carne. Não fosse por conta de alguns vícios difíceis
de desvencilhar-se de um e de outro lado. Em suma, alguém ganha o poder de
representatividade e...tchan! A representatividade coletiva perde, a sectária vence.
Finda a lua de mel da vitória e do sonho em dias melhores.
Não
espantem-se os mais novos, é assim. Vícios e virtudes se confundem e confundem
os bons intencionados. Acreditaram com esperança e cartas na mesa. Há impotência,
porque a estrutura é rígida. Rigidez maior é o representante que, não constrói
pontes para edificar e aproximar homens e diminuir diferenças.
No
alto do jogo, não há mais certeza do que mais profundo e puro existe, existia,
ou existirá ao eleger o representante. É sentido o conflito. Ele reflete os sentimentos
obscuros na parcela que sobrou apoiadora, envolve o autoritarismo sanguinário;
odioso; vingativo; ilusório e enganoso; excludente sobre a sombra da meritocracia.
Os egos são maiores que a Nação.
Com
esses sentimentos, o representante, torna-se incapaz de gerar o bem comum. Surge
o partidarismo de convenção. Reparte não a glória, mas os despojos de tudo o há
de ruim na história da política e economia do País e do mundo.
Após
isso, o anseio esperançoso, da época das campanhas, resiste nas pessoas?
Emergirá o descontentamento na representatividade? Os gritos silenciosos de um
regime autoritário, serão ensurdecedores aos da esperança em um amanhã melhor
que o hoje?

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