sexta-feira, 15 de maio de 2020

SERÁ MELHOR, AMANHÃ. SERÁ?


O que há escondido quando se elege alguém para nos representar? Antes de tudo, com toda certeza, é esperança em tempos melhores a todos, na melhor das hipóteses. Porém, veridicamente, isso ocorre?

Nas campanhas, o comum para todos, mesmo que sectário, é exaltado nas promessas. O malabarismo para mostrar que, o candidato ao executivo, se esforçará para unir os seguimentos e construir um município, um estado, um País forte e soberano, expressa-se.

Consegue com o marketing a preservação da imagem acima. Quem é das “antigas” sabe muito bem como é melhorar uma imagem distorcida em TV aberta fora de sintonia. Ataques não faltam. Oponentes lutam entre si e sobressai quem melhor preserva a imagem. Na disputa final, surgem apoio e torcida aos dois últimos oponentes dos que concorriam ao mesmo prêmio – a fim de repartir o pão. O jogo é antigo, deveria estar em desuso mas, a eles, é divertido e ajuda-os manter na arena mesmo com a imagem distorcida.

É uma conjunção carnal: uma só carne. Não fosse por conta de alguns vícios difíceis de desvencilhar-se de um e de outro lado. Em suma, alguém ganha o poder de representatividade e...tchan! A representatividade coletiva perde, a sectária vence. Finda a lua de mel da vitória e do sonho em dias melhores.

Não espantem-se os mais novos, é assim. Vícios e virtudes se confundem e confundem os bons intencionados. Acreditaram com esperança e cartas na mesa. Há impotência, porque a estrutura é rígida. Rigidez maior é o representante que, não constrói pontes para edificar e aproximar homens e diminuir diferenças.

No alto do jogo, não há mais certeza do que mais profundo e puro existe, existia, ou existirá ao eleger o representante. É sentido o conflito. Ele reflete os sentimentos obscuros na parcela que sobrou apoiadora, envolve o autoritarismo sanguinário; odioso; vingativo; ilusório e enganoso; excludente sobre a sombra da meritocracia. Os egos são maiores que a Nação.

Com esses sentimentos, o representante, torna-se incapaz de gerar o bem comum. Surge o partidarismo de convenção. Reparte não a glória, mas os despojos de tudo o há de ruim na história da política e economia do País e do mundo.

Após isso, o anseio esperançoso, da época das campanhas, resiste nas pessoas? Emergirá o descontentamento na representatividade? Os gritos silenciosos de um regime autoritário, serão ensurdecedores aos da esperança em um amanhã melhor que o hoje?

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